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Thursday, November 19, 2009

Muralha dos Excluídos

Existem muralhas nas numerações escaladas das incógnitas. Os perfumes são batimentos infernais nas paredes dos séculos, interdito ao mergulho do silêncio, proibidos ao sufoco esquartejado da libertação. Se o cálice sentar junto dos enigmas os ilimitados círculos viram os trovões do avesso, por isso os mortos provam de si dentro das sepulturas das viagens. Quando cavados as assimilações do destino os remoinhos dos estrondos devoram a aridez, cambaleiam em furos incessantes, impossíveis de serem entranhados aos alicerces dos subterrâneos. Os gritos uivam em cada número visível, codificados na miragem do nevoeiro, enterrados na indelicadeza da dor, enquanto os labirintos das muralhas apanham a recapitulação do excluído.

"Muralha à Maresia (Fajãzinha da Alagoa, Agualva)"

Sunday, October 07, 2007

Enigma

A bala entra dentro da pele, ardente a pautar seus rasgos. Cada um toma conta do seu ninho em lutas ferozes para olvidar as asas trituradoras. Nem mesmo a auscultar o silêncio sobra tempo para a memória; toque ao som do desaguar do rio no mar. Gritos estrondosos mutilam as margens, descanso mutilado ao ciclone do sossego.
Permanecem metáforas, permanece o sentido vago.

Sete voos, sete novas…
Números nus…

Treze paus, trezes estacas…
Véus separados…

Vinte três sentidos, vinte três desconhecidos…
Chuvas torrenciais…

Incógnita, enigma...
Caveira ou mineira…
Obscuro, coberto…

Archote refugiado…
Sentir o nevoeiro…

Somar