Ao aprofundar os fundos dos baús…
Chispas bombeadas do além…
Não pertencem ao corpo…
Profanação da cruz
Vai pelo pescoço dos troncos;
Abaixo do limiar da pobreza,
Por cima dos túmulos…
Crio alongamentos ocos;
Não escapo da dor!
Aventura regada no seio
Debruça a paixão do coração,
No ventre dum voo…
Dilacero a parte infinita do canto
Num mar levado pelas ondas.
Dorida espuma;
A sensação do pergaminho…
O caos sem fé…
(Foto tirada por um amigo, João V., em Marco de Canaveses)