Existe um sopro dentro do odor da figueira, interior íntimo da corrente inalada no sufoco do tempo. As memórias dos insanos cantam com as cordas esticadas dos figos a canção dos dias afogados. Cada gota a ser sorvida num intemporal de raios, mas num instante de pés para o ar, a ampulheta rebenta na caverna, e silencia o seu desassossego. Parece o milagre das tentações a ser esfaqueado no nevoeiro onde pinga o sangue, mas nos 31 açucares espalhados na Alma existe a inquietação do Outono, por isso mais vale vestir-me com as folhas, rasgar o inferno das peugadas.
Os frutos sabem atar-se uns aos outros de forma divina, os Homens é que não sabem seguir suas essências ao limite das suas vontades.
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