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Monday, December 29, 2008

Encapuçados Embriagados

Voam labaredas nos poços
Reclusos do próprio sepulcro
Voam acentuados esboços

Rios negros aglomerados
Reclusos das danças intemporais
Rios encharcados com veludos

Culminam afiados aromas
Envolvidos ao badalar do funil
Tocam esquinas queimadas
Esculpidos infernos, tempero senil

Voam Rios, Rios Voam
Chaminés embriagados
Voam Rios, Rios Voam
Fumos encapuçados

A lareira estremece…
Lenha, mais lenha, muito mais lenha.
As brasas tremem!

Saturday, May 03, 2008

Borbulhar

Quando a navalha penetrar o fumo dentro do ventre, oscilará a memória do desfalecimento precoce. Uma brasa a tremer, borbulhante de encantamento. Assim o dedilhar será vapor esquecido

A fuga dum abismo será o ventre.

A melodia da treva é o fumo.

A viagem do veludo foi a navalha.