Folhas orvalhadas no dorso da colina
Regam a pele, regam o céu…
Nos pingos com sabor a remoinho
O carinho da corrente ondula
Junto da arqueada ponte
Descai o mergulho das mãos
No assento dos lábios.
Veneno cava sozinho
O absorver das silhuetas
Impregnadas
A Muralha sente o fluxo
Da ampulheta.
Devorar a Alma
Devorar a essência
Devorar o horizonte do mar
No brilho intenso do Tear das luzes
*Dedicado ao Funicular dos Guindais, Porto