Quando na fronteira das mesas redondas os olhos cruzam murmúrios, existe a inquietação dos caracóis num deambular fumegante das acções. O sopro do instinto consegue perfurar o algodão salpicado, em infinitos instantes, em efémeras gotas ardentes. Consegue-se aos poucos vislumbrar a chama do sossego, a conversa do silêncio com ele próprio, o bater dos raios fulminantes na dobradiça das rodas esvoaçantes. A carcaça do tronco esbelto dedilha mantos na casca dos ponteiros, pousados nos berlindes coloridos da mente.
Por isso cada veia do Ser jamais está mergulhado num monólogo, alimenta-se e sacia-se sempre do labirinto na borda selvagem das pontes com as correntes de licores escavadas ao relento da nudez.
Por isso cada veia do Ser jamais está mergulhado num monólogo, alimenta-se e sacia-se sempre do labirinto na borda selvagem das pontes com as correntes de licores escavadas ao relento da nudez.
Imagem tirada da net