Deixo o fluxo trilhar o amanhecer
Até sentir o escaldar da varanda aberta ao Luar.
Com as portas entre abertas ao fluxo
Arranho os sopros das brisas,
Deixo teus troncos arrancar-me o coração,
Depositá-lo dentro do tempo que floresce.
No manto nublado dos teus poros
Fazes estremecer a ventania,
E eu aqui sentado, contemplo as pétalas que me ofereces,
Até os olhos talhar a magia.
Rio Vltava- Praga