
A navalha afiada contempla o rosto dos espelhos. Rasga-se a transparência da tatuagem, contemplação dos momentos soltos que a Alma faz ferver no cais do labirinto das pétalas. Envolto em nevoeiro o fogo arde em toda a parte fazendo um casulo de mel. Colhe-se fusões agrupados do tempo como pingos de rejuvenescimento criados pela atmosfera das chamas rendilhadas, silhuetas de cores.
Se um violino se deixasse embalar neste ninho, as cordas iam-se soltar e o som a rebolar ecoaria nas profundezas das navalhas, corte tão profundo que da invisibilidade brotaria sangue das cavernas para o cálice.

Sainte-Chapelle - Paris