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Thursday, May 22, 2008

Poços de Gemidos

Enormes são as cordilheiras, despidas com o talento das essências.
Enormes são as personagens de pedra ou de veludo que viajam dentro das memórias.

Pedra fria dos altares, profanada pelos lobos sedentos de gotas.
Pedra fria das masmorras, imaginário do bailado dos fantasmas.

A vingança dos gemidos toca uma sinfonia das grades perfumadas.
A vingança do deslize descuidado sobre a pele apodera-se das muralhas.

Ouve-se com facilidade os poços do devaneio...Dentro das orgias...

Sunday, May 20, 2007

Santa Maria da Feira - Teatro de Rua

A Lua fazia de baloiço à estrela numa noite de fria Primavera. Escalar a história na pura imaginação do riso, uma subida tão íngreme que o cantarolar da versatilidade descai pelos trapos das cores. Tantos instrumentos num corpo fazem a sinfonia ser o precursor das alturas. Todo o círculo ambienta-se ao desfilar das notas musicais. Plim…Plim…Plim…

Palhaços de machado e faca na mão esmagam de susto a personagem da cruz. O balão arrebentado, o copo com água invisível, a palmada que voa sem superfície, a mala de viagem sem bilhete, ou a maquilhagem na ponta do nariz vermelho!

O foco corrompeu as Almas presentes, incendiando a água, chamando os gritos das chaminés. Rolaram cilindros dos cereais na balança indestrutível do temporal das labaredas. Chiam os ferros que queimam a pele, arde o corpo com troncos descalços que clamam mais chamas.

Oito pessoas brincam numa esfera criando uma malabarismos de esqueletos. A dinâmica flúi no sabor do ar. Enquanto eu entretenho-me a tentar tocar num balão solto...