A visão distante cobre as articulações do esboço, nada respira no véu molhado. A aflição prisioneira da escrita, sentinela da memória, conversa interminável a perturbar o passo do fogo; são os retalhos que a letra vive como desconhecido; são os retalhos da Alma a conviver com o Ser. A dança embriagada das árvores faz recuar as margens, folha a folha, o nu da natureza a embaraçar a solidão. Explode o inferno das sensações, fôlego comprimido, onde os olhares sumarentos se degolam com prazer. Perdido, sou o vagabundo do caixão das gotas, lareira.
A ver: A Infância de Ivan de Tarkovsky