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Monday, December 31, 2007

Brasas Embaladas

Pedras molhadas ao sabor perverso dos corações. Agarrar a vontade de as tilintar, naquela ternura de as ver arder num limite inalcançável.
Escavar com os ardores na palma da mão até escaldar a pele, até o âmago virar gelo de fogo, até o pingar a progredir para gritar nas cavernas das teias. Som embalado de brasas dilacera o deserto...

As palavras circundam, circulam os pés nus...
Chuvisco de mais um ano...Fonte de gemidos...
Entra 2008...

Wednesday, May 31, 2006

Vivo

O homem invisível foi queimado vivo.
Derramou as vísceras,
Cortou os pulsos da memória,
Abrindo o ventre sem glória.
Choveram finalmente brasas do céu,
Gelando, trespassando o mutilado veú,
Penteando as cortinas das trevas
Em espinhos no mar cheio de selvas...
O homem invisível beijou suas cinzas.