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Tuesday, December 11, 2007

Hummm...

Beijos
e
Abraços!
Misericórdia a um pecador dos sentimentos. O inferno seja abrasador comigo...

Friday, March 30, 2007

Ultimado

Encontro raios...
Encontro a insanidade...

Decorar as vestes, desperta os feitiços.
Gota calcada no linho...
Gota sem interesse no vinho...
Adormecer por dentro; por fora a velejar.

Galopar a deslocação sobre o mar
Salienta a vivência acorrentada...
Exilado, o receio fica na prisão.
O carrinho, o silêncio...

Enganado pelas arestas, o beijo fica imóvel.
Rasgo a viagem,
A flexibilidade ocorre sem naturalidade....
Amargurado na imobilidade...

As imagens ficam ausentes...
Parto de mim, sem partir de mim...

Ultimado...

Wednesday, May 31, 2006

Vivo

O homem invisível foi queimado vivo.
Derramou as vísceras,
Cortou os pulsos da memória,
Abrindo o ventre sem glória.
Choveram finalmente brasas do céu,
Gelando, trespassando o mutilado veú,
Penteando as cortinas das trevas
Em espinhos no mar cheio de selvas...
O homem invisível beijou suas cinzas.

Friday, March 03, 2006

Vento, Bento..

Azulejos de história,
No azul dourado de linhas,
Descair na memória,
No domingo, do coração vinhas...

Portão entreaberto de desejo,
Lábios desconectados do lugar,
Possuídos minhas silhuetas vejo,
Suavidade arrebatadora...

Subida íngrime para o éden,
Delícias voluptuosas, franzina,
Descida no vento
Para derramar no mar...

Pingar da chuva nos acolhe,
Mais uma vez, outra vez,
Revoltar o sentimento
Contido, absorvido, retido...

Entre lábios pingados,
Entre mãos densas,
Entre o lume,
Entre nós....

Tuesday, February 14, 2006

Beijo Profundo

Tenho a navalha escrita em papel
A força de levantar no orvalho
A perdição das folhas perdidas na pele
O perfume entrelaçado no teu olhar.

O toque dos sinos molham-se
no céu da saudade.
A madeira estala, gelada...
Quentes lábios ardem...

No nevoeiro do abraço
Sinto-te a pingar no meu regaço,
nos galhos rasgado,
profunda subtileza de olhar...

Monday, January 02, 2006

Sorriso

Noites serenas de vulcões em chamas,
acalmam na areia molhada...
Escorrem pela luzes,
espalhadas num cobertor de estrelas...

Apertos de alma num beijo de mel
Desce nas colinas, a serpentear...
Sobe no tempo, devora tempestades...
Um sorriso, dois sorrisos...