Tuesday, December 23, 2008
Saturday, March 29, 2008
Trevas Ardentes
Ouvi-te gemer ontem à noite. Tuas garras estavam infiltradas de prazer, ensanguentadas dos rasgos de paixão. As carícias desciam no corpo das chamas a tocar o abismo das vertigens. Sulcaste o fogo dentro das teias até elas romperem tua pele. Cordas dedilhadas na sede de seres possuído.
Continuas com o sexo erecto Demónio?
Navegas sem parar nas linhas dos sinos. Tocas o inalcançável sobre as nuvens até ouvir um suspiro dos remos. São contornos estranhos que te fazem palpitar, nos sonhos e na realidade. Uma estranheza profanada em beleza, numa corrente do descarrilamento...
Terás unicamente que te satisfazer com o sonho Demónio?
Friday, December 14, 2007
Friday, November 23, 2007
Demónio
Rio opaco escala a suavidade do tormento...
Maquilhagem!
Manta!
Tatuagem!
Rio sinuoso da fricção embalada...
Reflexo espalha-se. Devora-me...
Sinistra face...
Estranha foice...
Ardor infernal...
Rasgo gemido...
Ceifar a erecção da mão,
Gotas do sangue que rebenta.
Renascem...
Furos da paixão massacra o vento;
Perfis de vulcões.
Esboços íntimos desvendam a pele molhada;
Distender furacões.
A cera a escaldar desliza na pele...
Furar...Derreter.. Portões do Demónio.
Velas embriagadas nas trevas.
Pálido Vampiro...Puro...Levita...
Wednesday, May 16, 2007
Thursday, March 01, 2007
Doce Demónio
Agora és livre doce Demónio. As correntes da sensibilidade estão cheias de ferrugem e os sentimentos encontram-se afundados em poços sem fundos. Assim não tens que te preocupar em embelezar pérolas de melodias. Soa que isso te sufoca, não é?!Deixa essa tua realidade de lado, não é isso que as pessoas querem encontrar, muito menos aquilo que poderão fantasiar num mundo de ilusões. As metáforas são difíceis de descodificar, o labirinto sem entroncamentos, o perfume com essências que deambulam com o vento onde encontram ruelas demasiado afuniladas. Os inexplicáveis contornos sentimentais que flúem na rapidez dos segundos são o massacre da memória, por isso és livre neste mundo “civilizado”. Vai dilacerar a tua Alma...
Friday, February 02, 2007
Cristalizar o Voo
Um ano de Luas
Onde a sensação mergulha
Embrulhada nos feitiços...
Restolho permanece nas geadas
Dobrado em silhuetas
Para criar ventanias vazias
Mão enrola a Alma
Inconsciente pé
O Paciente desassossego
Coração de bolhas
Acarinha a montanha...
A neve, a fantasia...
Escamas de folhas
Rasgam o que a mão amanha...
Leve, a magia...
Cristalizo o Demónio...
Voar...
Wednesday, June 28, 2006
Dança Pureza
Abertas no rio de pétalas,
No suspiro do cansaço,
A esfregar o punhal de lâminas...
Viro o rosto de encontro
aos vitrais de chamas,
E abro o coração ao resvalar
Da pureza...
As minhas letras voam
Nas florestas negras da minha solidão...
Dança Demónio...
Sunday, June 25, 2006
...
Friday, June 23, 2006
23
Wednesday, May 24, 2006
Wednesday, May 10, 2006
Carlos / Me
Me - Quem?! Eu?!
Carlos - Sim. Não enganas ninguém.
Me - Eu não.
Carlos - Tens sim. E foi numa barraca...
Me - Qual barraca?
Carlos - Aquela barraca...
Me - Qual?!
Carlos - Aquela donde vendem shots...
Me - Ahhhh!!! (Olhar de quem nunca viu um shot à frente) ...
Wednesday, May 03, 2006
Monday, April 10, 2006
Na Noite...
Cores de fogo
Impregnam a lua
A rabiscar as saliências…
O que leva a ficar preso ao segundo?
Tortura do cigarro a torcer
No desespero dos olhos,
Dor na escuridão
Avidez do desespero,
Escada que circula
Sem profundidade,
Fumo que no corpo penetra,
Ouve-se a alma a rugir
A profanar a leveza,
Cerca o Demónio de ti
Tanta tortura sufocada.
Sunday, April 09, 2006
Reluz
Mascarado ao espelho
Enfeitiçado no reflexo
Rara pureza de Amar
Beliscar o sagrado
Na essência esquelética
Serrar o licor de perfis
O mesmo momento
Tomar o meu sopro
Na corrente debruçada
A recortar os filamentos
O mesmo momento
Roda de suspiros
Pregos a trespassar a fonte
Verte o esplendor...
Transpirar virado...
Atado, castrado...
Afunilado na cripta...
Reluz
Tuesday, April 04, 2006
Cera que arde
O vento abrasador de faíscas,
Taciturno resplandecer da combustão
No dorso a cintilar de facas...
São velas que queimam o túmulo,
Cera que ilumina o coração,
Círculos que penetra a paixão,
Chama que fortifica o abalo...
Nos braços, esboço o teu sorriso...
Nos fossos da memória, esculpo-me...
Gravo ao natural o sentimento
Imortalizar a essência da pureza...
Alvoroço do tempero a gravitar...
Thursday, March 23, 2006
Wednesday, March 15, 2006
Doce Os(s)o
Silhuetas dum sorriso, harmonioso
Gestos de língua, amoroso
Brandura de olhar, delicioso
Rasgos de pétalas, melindroso
Caveira de demónio, fogoso
Cativante penumbra, oloroso
Impregnado em aroma, cheiroso
Devastar o destino, impetuoso
Amar na solidão, silencioso
Lua desfolhada, majestoso
Coração arrancado à alma, doloroso
Absorver a lâmina da paixão, caloroso
Sufocado no prazer, carinhoso
Embriagado em néctares, viscoso
Tacto projectado em ti, gostoso
Escultura de danças, cavernoso
Descair a voz no mel, afectuoso
Cor brilhante de diamante, pingoso
Corpos de torrente em rios banhados, caudaloso
Junção da união, prodigioso
Sangue de seiva que perfuma, poderoso
Brincar na delicadeza, cremoso, esplendoroso...
Friday, March 03, 2006
Vento, Bento..
No azul dourado de linhas,
Descair na memória,
No domingo, do coração vinhas...
Portão entreaberto de desejo,
Lábios desconectados do lugar,
Possuídos minhas silhuetas vejo,
Suavidade arrebatadora...
Subida íngrime para o éden,
Delícias voluptuosas, franzina,
Descida no vento
Para derramar no mar...
Pingar da chuva nos acolhe,
Mais uma vez, outra vez,
Revoltar o sentimento
Contido, absorvido, retido...
Entre lábios pingados,
Entre mãos densas,
Entre o lume,
Entre nós....





