Vagabundo dos ossos partidos encontra-se na branca carruagem com as teias do destino. Invisíveis os olhos debruçam-se no fumo a triturar o tempo, esmiuçar o vagaroso toque. Não se sabe a semana, o mês ou o ano das divagações, somente o círculo fica abraçado ao poço. A chave do prazer está nos remoinhos das danças, enquanto os acontecimentos deixam a ferrugem estalar, a carruagem escorrega na linha; teias separadas dos ossos, ossos encontram-se junto à correria da carruagem à beira da corrente do rio. A velocidade galopa incessantemente, pecaminosa no desassossego onde o silêncio perturbante geme de aflições. Voa o vagabundo, voa a insensatez dos sentidos, desmorona-se a carruagem, não se encontra vestígios das teias perdidas. Pedaços escondidos às tentações dos labirintos ficam estilhaçados ao destino, morte prematura na visão do sonho…
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Tuesday, December 01, 2009
Saturday, March 29, 2008
Trevas Ardentes
Andas a sonhar Demónio?
Ouvi-te gemer ontem à noite. Tuas garras estavam infiltradas de prazer, ensanguentadas dos rasgos de paixão. As carícias desciam no corpo das chamas a tocar o abismo das vertigens. Sulcaste o fogo dentro das teias até elas romperem tua pele. Cordas dedilhadas na sede de seres possuído.
Continuas com o sexo erecto Demónio?
Navegas sem parar nas linhas dos sinos. Tocas o inalcançável sobre as nuvens até ouvir um suspiro dos remos. São contornos estranhos que te fazem palpitar, nos sonhos e na realidade. Uma estranheza profanada em beleza, numa corrente do descarrilamento...
Terás unicamente que te satisfazer com o sonho Demónio?
Ouvi-te gemer ontem à noite. Tuas garras estavam infiltradas de prazer, ensanguentadas dos rasgos de paixão. As carícias desciam no corpo das chamas a tocar o abismo das vertigens. Sulcaste o fogo dentro das teias até elas romperem tua pele. Cordas dedilhadas na sede de seres possuído.
Continuas com o sexo erecto Demónio?
Navegas sem parar nas linhas dos sinos. Tocas o inalcançável sobre as nuvens até ouvir um suspiro dos remos. São contornos estranhos que te fazem palpitar, nos sonhos e na realidade. Uma estranheza profanada em beleza, numa corrente do descarrilamento...
Terás unicamente que te satisfazer com o sonho Demónio?
Tuesday, February 27, 2007
Amor de Filho
Atrevi-me a suplantar a miragem do sol poente no rasto do corredor das brasas, abandonando à sombra a fechadura de labirintos. Toquei os passos nessa ilusão a apavorar a lenha, saltando muros de vitrais para encontrar a melancolia dos salpicos na mão. O Amor de filho cria esses parâmetros que aliciam novas tentativas até que tudo volta à estaca negativa por muito o atrevimento seja regado. A perspectiva longínqua dum sonho...
Tuesday, April 11, 2006
Sin
Monday, February 27, 2006
Cicatrizes
Enterrado na montanha de sentimentos,
Pântanos de esperanças
Um só olhar, duas almas...
Forte desfile de folhas secas...
Vislumbrar cada toque,
A sentir a pele retida,
O olhar a acomodar-se nas cicatrizes,
O sorriso de dizer...amo-te...
Quando a felicidade chega
Já a minha alma está despedaçada.
Pergaminhos em pedras espetadas,
Aqui jaz o sonho...
A melancolia do sabor,
Concerto nas escrituras,
Desassossego silêncio,
Amor condensado na ausência...
Saliência na penitência...
Paciência sem fluência...
Reticência na cadência...
Turbulência...silencia a abstinência...
Pântanos de esperanças
Um só olhar, duas almas...
Forte desfile de folhas secas...
Vislumbrar cada toque,
A sentir a pele retida,
O olhar a acomodar-se nas cicatrizes,
O sorriso de dizer...amo-te...
Quando a felicidade chega
Já a minha alma está despedaçada.
Pergaminhos em pedras espetadas,
Aqui jaz o sonho...
A melancolia do sabor,
Concerto nas escrituras,
Desassossego silêncio,
Amor condensado na ausência...
Saliência na penitência...
Paciência sem fluência...
Reticência na cadência...
Turbulência...silencia a abstinência...
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