Showing posts with label Amor. Show all posts
Showing posts with label Amor. Show all posts

Monday, July 20, 2009

Sina

O fumo enlaçado no mistério da fusão do mar com o sentido embriagante da carroça das ilusões, aquela que viaja no rodopio de montes na incessante labareda de saborear o momento sublime das sinas. Quando o destino perde o trilho da mão, vira o mundo para a fonte envenenada em que o Amor contagia a lucidez impura. Todas as masmorras têm o seu lugar, no ângulo latente da harmonia e a salvaguardar a definição mais obediente do palpitar transparente; este som rasga a Alma mesmo sem saber o toque da visão. Os condimentos da escravatura não deveriam ser plantadas em Seres que desenham as silhuetas com a sensualidade dos pincéis de vento, assim acontece com Silêncio.

Baseado na leitura da Obra de Didier Comés, Silêncio – 1- A Iniciação e 2- A Vingança.

Foto da capa do livro, A Iniciação de Didier Comés, tirada da net

Monday, January 19, 2009

Desejo Imperturbável

Os olhos brotam nas correrias do jardim, em sons de cascatas que sulcam cada recanto. Quentes águas, alucinados momentos, miar imperturbável ao desassossego. O cachecol toca os olhos do espaço a remexer encontros de seduções, onde o rebolar aconchega o ardor da impulsão intuitiva do agasalhar. A competição acopla o fértil instante, é chuva e vento, sem haver Almas deprimentes. Roçar da inocência, suspiro a gritar de desejos, o miar incessante no fôlego arrepiado dos gemidos; Assim os gatos imperturbáveis no seu deambular dão energia de prazer ao instinto, retalhando noites e dias na infindável obscenidade da metamorfose agitação. Sulcar a depravação em olhares felinos, a rapidez sequestrada num movimento que jamais poderá ser impedido de tão desejado que se torna.

Saturday, November 15, 2008

Cogumelos

Crescem serenos à espera dum toque de orvalho, num silêncio embalado pela natureza. Postos isolados ou em pequenas aglutinações suaves, reencaminham o trajecto dos tempos para a agitação do interior. Cobertos com as folhas dos céus, rompem-nas timidamente, preferindo seu agasalho. A quantidade de luz fá-las espreguiçar, dá-lhes arrepios de sensualidade, deslizando a silhueta os odores da vontade....

Prazer tímido do Amor

Salpica, Pica...
O afogamento refinado
Sustém, Retém...
O sustento aglutinado

Calhaus tropeçam,
Rebola a paisagem

Calhaus gemem,
Abraça a viagem

A teimosia flexível
Torna o licor
Um recolhimento.
Indiscreto movimento
Da sombra,
Imóvel aflição
Da leve brisa da vida.

Soltar a energia
Cogumelos...

P.S: Se alguém desejar alguma foto mais pormenorizada pode pedir

Wednesday, May 07, 2008

O Texto do Amor

Os dedos deslizam em remoinhos acompanhando a leitura. Frenética a convergência da palavra para não se afundar num prazer único, num assobio que fizesse chegar a cada letra os suspiros do trovejar. Pingar sobre condensação, sepultar arrepios num embalar ondulante...Gestos alucinados das trevas mergulham-se nas margens do vulcão, a fervilhar o pulsar de detidos nós. O suporte do texto na flutuação de janelas futuristas, ouve a imensidão da mistura. Lavrar a concentração da fuga irresistível até ao ponto do degelo de glaciares formarem teias; adivinhar a agitação murmurante ao chegar da folha de nome saudade. Aí o vento apodera-se da vontade e espalha por colinas íngremes o desejo.

Saturday, November 24, 2007

Pulsar da Lua

A poeira envolve ondas infinitas
Com navalhas afiadas.
Cortam o minucioso compasso
Do badalar do segundo.
Espremem do cálice o sabor
Das tentações.

Costuras de veludo ou porcelanas rendilhadas...

Pulsar a noite...
Inundar o bailar...
Estremecer incerto...
Tingir a Alma...
Silhuetas de mãos...

Rasuras limadas ou painéis espelhados...

Reunir o suspiro da Lua
Em torno do Amor...
Baralhar notas feitas de gotas de licor
No retorno do odor...
Mergulhar... Afundar... Dar...


Saturday, October 06, 2007

Sino

Sino pinga...
Tom ao som do tom...
Pinga!

A cor do badalar...
Sufocar...
O ar...

Ardor ou Amor!

Sem cura a dor não dura;
Ou pura ou plena verdura...

Fixar o crucifixo
Dentro da Alma,
O pingo!

Condensado gelo...
Aroma fresco...
Espelho de água...
Gestos...
Poças de salpicos...
Carroça a deambular,
Andar, marinhar...

Voar...

Sunday, April 01, 2007

Amo-te Lua...

Torci a Alma
Causando a ruptura,
Tropeçando na fractura…

Do tecto cai teias…
Moídas a pentear as veias…

Abano as tranças erguidas…
A força das asas bate.
A saia enrola-se nos olhos;
Os poros sulcam as marés;
Enquanto os dedos aninham-se
Nas pétalas da Lua…

Amo-te!



















Pequeno questionário:
http://home.att.net/~slugbutter/evil/
Resultado: Pure Evil

Tuesday, February 27, 2007

Amor de Filho

Atrevi-me a suplantar a miragem do sol poente no rasto do corredor das brasas, abandonando à sombra a fechadura de labirintos. Toquei os passos nessa ilusão a apavorar a lenha, saltando muros de vitrais para encontrar a melancolia dos salpicos na mão. O Amor de filho cria esses parâmetros que aliciam novas tentativas até que tudo volta à estaca negativa por muito o atrevimento seja regado. A perspectiva longínqua dum sonho...

Monday, January 22, 2007

Quem eu sou?

Os lenhadores buscam os pastores encostados ao badalar do machado. Ceifam os aromas das arestas limadas à procura do pó espalhado na terra, circunscrevendo as lágrimas da lâmina que fica arqueada na pele despida do pastor. Modelam-se traços pelos vales abertos, gargantas secas nubladas na sua rouquidão, rupturas do tempo onde calca o desnivelamento dos lábios. A pergunta do Amor é resguardada no segredo, bate no tronco, cai abaixo, alimenta a ribeira. Um filamento de lã, miragem do pé nu, apenas a vã viagem do guardador de cercas. Sós ou encontrados são a cadência da paisagem pura. Eles vivem num tecido, vivem na imaginação, vivem por um sonho que já encontraram. O sorriso está espelhado, espalhado, estilhaçado...Lenhador ou Pastor; quem eu sou?...

" O homem põe a sua ventura e a sua glória no que o atormenta." Francis Bacon

Friday, December 29, 2006

Areia

A simbiose reflectida nos ossos especula sobre os odores. Caracterizar as pétalas dedilhadas, a dança das luas nos cordéis, até a magia da água transbordar na arte das falésias. Navego nestas imagens, perfuro a liberdade da levitação, não esqueço a essência que me faz flutuar. Simplesmente ponho os remos no altar, a mão em cima da outra, e pinto o pó para moldar o ar. Os relâmpagos rompem num tom roxo, o cachecol enrola o calor, os dedos aquecem as velas e os meus aposentos gelam.
As gotas irromperam nos anéis, escaparam por fios soltos pendurados num traço de estrelas. Caminham por um destino que não compreendo mas que o silêncio ajuda a matar. Esse vazio preenchido que não rega os fragmentos, deixando-os apenas a soluçar na escuridão. Quem segura cada brilho têm a solução, no bolso da imaginação.

“Que na tua árvore de Natal brilhe a magia, o amor, fé, vontade, desejo, liberdade, sucesso, a felicidade e um novo ano de luz e esperança”

Ao dormir os sonhos apoderam-se de mim e vejo uma árvore descaída pelo monte. Grandiosa nos seus ramos, nos enxertos que povoam cada estrutura de feitiços e nas folhas de variadas cores. Por vezes encanto-me nas tentativas de fazer crescer novos ramos, diferentes ou contagiantes. O rasgo feito na superfície, a moldura de terra que se esboça para evoluir, os diversos tamanhos de encaixe e o tronco grosso permanece a levar com o vento de furacões. Alguns enxertos partem-se, partem, viram perda ou pedra. Por vezes florescem sem saber como nem onde, alguns caem e nascem nos pés do grosso tronco. Ainda há outros mesmo estando metido numa essência confunde perfumes. Há múltiplas variedades de raízes na terra e no ar. Mas....

A areia gelada
Ardia no fogo de artifício...
Abismos de calores
Falésias de silhuetas...


Viva o ano 2007 que começou há uns milhões de anos atrás.

Thursday, November 09, 2006

ASSIM FALOU ZARATUSTRA II

"Amar e desaparecer: isso conjuga-se deste toda a eternidade. Vontade de amor: é também estar pronto para morrer. É assim que eu vos falo, cobardes! " 120

"Os maiores acontecimentos não são as nossas horas mais barulhentas, mas os nossos instantes mais silenciosos" 129

"Um leito medíocre aquece-me mais do que um leito rico, porque sou cioso da minha pobreza. E é no Inverno que ela me é mais fiel.
Começo todos os dias por uma maldade, rio-me do Inverno tomando um banho frio: o que faz resmungar o meu severo amigo." 169

ASSIM FALOU ZARATUSTRA - NIETZSCHE

Tuesday, September 19, 2006

O que é Amar?

  • Sentir as pétalas descair na pele, e levantá-las com um sopro...
  • Andar em remoinhos de licor, e estar sempre a extrair essências...
  • Tocar o céu com uma mão, e na outra a terra...
  • Abrir portões de flores para enternecer o frasco...
  • É ter cordas que vibram numa montanha...
  • É prolongar o nível imperfeito de desaguar no mar...
  • Mencionar os fragmentos na palma da mão, enquanto as quatro são acariciadas...

Tinha mais algumas definições, mas quis que fossem somente 7...


Saturday, August 12, 2006

O que é mais glorioso, Amar uma mulher ou dar uma sopa de legumes a um pedinte?...

Monday, August 07, 2006

Números

Na cor de estar tudo indefinido só tenho que seguir o que está correcto. Somente o sonho que é meu, a ambição de voar com asas de papel para entrar em chamas, o caminho da sorte... Sei o que sinto, mas já mais nada interessa nesse campo. Faço o mais belo poema de Amor e assim vou marchando para o abismo do sentimento. Tentarei cumprir a última etapa que tenho para fazer. Espalharei as últimas cinzas neste jardim, com as forças de tempestades, com as minhas mãos de asas...E aí serei, e sentirei a flor de arcos. Interessa sentir o futuro nas suas dimensões floridas.
10 - 23 - 32 - 35 - 40 - 47
1- 19 - 27 -28- 41 - 43


Thursday, June 08, 2006

Cidade Maldita

Arames de sons cegam as artérias,
Estátuas do movimento fundem-se em misérias.
São cabos soltos que perfuram a ansiedade,
São armações geladas da saudade.

Costas dobradas, curvadas ao destino...
Dor imaculada com o traço fino...
Irei voltar à cidade maldita,
Onde o Amor dorme nas asas dos corvos...

Wednesday, May 17, 2006


















DarkViolet Esboço

Cores... Aonde?...
Felicidade...Porquê?...
Misantropo...Despido?...
Respirar...Morrer?...
Coração...Escavar?...
Dançar...Queimar?...
Só...Amar?...

Thursday, May 04, 2006

Sopro

Como queria ficar cego para me ver...
Como queria ficar surdo para me ouvir...
Como queria ficar sem mão para me poder tocar....
Como queria ficar sem olfacto para me poder cheirar...
Como queria ficar sem língua para me poder Amar...

Corpo nu, Alma nua...
Cicatrizes de dor...
Esmagar o meu rosto...
Pesadelos de alucinações...


Os meus sonhos vão-se realizar...
Não! Não! Não! Não! Não!
No som das migalhas enroladas...
Não! Não! Não! Não! Não!
As lâminas afiadas cortarão as velas de sangue...
Não! Não! Não! Não! Não!
Sobre o olhar vazio das maldições...
Não! Não! Não! Não! Não!
Na jaula pernoito a sentir o declínio...
Sopro! Sopro! Sopro! Sopro! Sopro!

Minha Menina

Monday, April 17, 2006

Rio

A alma arde no Inferno.
Nas cinzas do sangue,
No jazigo do pó,
A morte abre as grades...

Tempo moído no cálice.
Da pureza do ventre,
Do arrancar supremo da vida,
A sede das pedras clamam uma gota...

Amor dos gritos das veias.
Pelas amarras dos espinhos,
Pelo vinho da incapacidade,
Triunfo da virgindade transparente...

Wednesday, April 05, 2006

Pedaços

Cada chuva invade a Alma no suspiro quente da memória. Não posso estar onde quero, posso somente estar no passado. Crio ramos onde o tronco já está, sinto falta daquilo que sou, moldo o futuro. A pureza de ser estranha-se, o ser contrário apaixona-se. Expressão da leveza, de arrancar o coração dos bens materiais, soa a não existir. Prefiro este soar, este bater forte, este molhar de silhuetas. A solidão faz parte dos cantos do quarto, da cama donde caiem lágrimas, do tecido de vida. Tudo se mistura para albergar emoções. Já não consigo viver sem elas, nem sentido faz viver com elas. Cultiva-se a terra arável, da dança molhada da ausência...Amo...