Andam galos degolados...
Andam gatos com olhar desvastados...
Toca o sino! Toca o sino!
Andam retalhos de olhar escondidos....
Andam no monte os fantasmas vendidos...
Toca o sino! Toca o sino!
Salva a Alma, salva teus olhos,
Salva os dedos, salva as miragens...
Salva-te...
Toca o sino...
Esquarteja o tempo!
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Monday, February 04, 2008
Saturday, October 06, 2007
Sino
Sino pinga...
Tom ao som do tom...
Pinga!
A cor do badalar...
Sufocar...
O ar...
Ardor ou Amor!
Sem cura a dor não dura;
Ou pura ou plena verdura...
Fixar o crucifixo
Dentro da Alma,
O pingo!
Condensado gelo...
Aroma fresco...
Espelho de água...
Gestos...
Poças de salpicos...
Carroça a deambular,
Andar, marinhar...
Voar...
Tom ao som do tom...
Pinga!
A cor do badalar...
Sufocar...
O ar...
Ardor ou Amor!
Sem cura a dor não dura;
Ou pura ou plena verdura...
Fixar o crucifixo
Dentro da Alma,
O pingo!
Condensado gelo...
Aroma fresco...
Espelho de água...
Gestos...
Poças de salpicos...
Carroça a deambular,
Andar, marinhar...
Voar...
Friday, April 21, 2006
Dor de Leveza
Cruzo, traço os dias,
Arrepio nas cruzadas melodias,
Nas pernas desdobradas
Abertas em nuvens desatadas...
Calco os pés rasgados
Nas mãos enlaçadas...
O sono repousa,
Dor de voz, silêncio...
Sino deambulante que relembra...
O que da memória não sai...
Toque puro de leveza...
Voar...Voar..Voar...
Arrepio nas cruzadas melodias,
Nas pernas desdobradas
Abertas em nuvens desatadas...
Calco os pés rasgados
Nas mãos enlaçadas...
O sono repousa,
Dor de voz, silêncio...
Sino deambulante que relembra...
O que da memória não sai...
Toque puro de leveza...
Voar...Voar..Voar...
Thursday, March 02, 2006
Rio Tejo
Espreguiçar no tempo restante,
Vastas águas fogem na aragem,
Escorregar o fumo periclitante,
Deambular os sinos encostados à margem...
Vontade de ficar suspenso,
Permanecer nas ondulações desajeitado,
Preto vestido, espírito tenso...
Resistir ao perfume amontoado...
De pé em pé sumir na galé,
Na espera gritante sinto as águas,
Vestes não se querem separar sem fé,
Os lábios escapam-se nas mágoas...
Ostentar as ossadas a uivar,
Gritam os patamares,
A noite aproxima-se a exaltar
Aromas que sobem nos calcanhares...
Vinte e três,
Dois mais três, cinco versos serão,
A lua sobe, sobe,
Cheia, a perfumar as almas...
Vastas águas fogem na aragem,
Escorregar o fumo periclitante,
Deambular os sinos encostados à margem...
Vontade de ficar suspenso,
Permanecer nas ondulações desajeitado,
Preto vestido, espírito tenso...
Resistir ao perfume amontoado...
De pé em pé sumir na galé,
Na espera gritante sinto as águas,
Vestes não se querem separar sem fé,
Os lábios escapam-se nas mágoas...
Ostentar as ossadas a uivar,
Gritam os patamares,
A noite aproxima-se a exaltar
Aromas que sobem nos calcanhares...
Vinte e três,
Dois mais três, cinco versos serão,
A lua sobe, sobe,
Cheia, a perfumar as almas...
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