Montes de estrelas ondulam no manto.
Fontes de telas mergulham no santo.
Sabor dedilhado com frescura.
Odor orvalhado com pintura.
Vou até ti...
Até ao fundo...
Profundo de mim...
Ciente do coração que cobre a felicidade,
Rasgo a sedução na Alma,
E tilinto a magia num sossego regato.
Rio imaculado da gentil pureza...
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Monday, November 19, 2007
Wednesday, November 14, 2007
Quarta
Quarta esquecida.
Chama escondida.
Das nuvens regam-se crateras.
Dos raios ofuscam-se abrigos.
Pressentir ao fundo da imaginação o vazio.
...Rio...
Chama escondida.
Das nuvens regam-se crateras.
Dos raios ofuscam-se abrigos.
Pressentir ao fundo da imaginação o vazio.
...Rio...
Oculto segredo!
Thursday, August 30, 2007
Poção Noctívaga
Estrondos ecos, mordomias de translações...
Sombras vastas, corredor de rio...
Abre-se a Alma, deslizar eloquente...
Arrebentar encharcadas mãos, dobradas ao tilintar, sedosas...
Traspassar o momento invisível
Ao tropeçar das palavras...renda dedilhada....
A escuridão das colunas,
Remem no dorso das costas,
Flutuam na encosta,
Afundam-se num olhar prateado...
Poção noctívaga...
Sombras vastas, corredor de rio...
Abre-se a Alma, deslizar eloquente...
Arrebentar encharcadas mãos, dobradas ao tilintar, sedosas...
Traspassar o momento invisível
Ao tropeçar das palavras...renda dedilhada....
A escuridão das colunas,
Remem no dorso das costas,
Flutuam na encosta,
Afundam-se num olhar prateado...
Poção noctívaga...
Wednesday, January 10, 2007
Manto de Pétalas
O vento voa nos ramos sem folhas, aberto ao tactear desconhecido, a desflorar o aroma do perfume que rola pela pele. Das manhãs submersas o rio contagia as escadas ao debruçar pelos cabelos à espera do fogo do Inverno. Aquelas chamas envolvem o cobertor do tempo, um abraço de pigmentos dourados salpica o orvalho gelado, cristaliza na mão para ficar colorido no coração. Derrete os dias a crescer, a rasgarem aberturas de espaços e num sorriso leve sai segmentos de flores em terras de feiticeiros. Pegadas alternam ao sabor do caminho e dançam na maresia da espuma. Mais um ano, mais uma flor a crescer.
Thursday, December 28, 2006
Moleiro
A memória encontra-se na masmorra
Rendilhada pelas janelas abertas,
Fresca a congelar de suspiros.
Do perfume que emana fica
No colo do corrimão, arrepiado pelos sons
Fugidios de escapar ao despercebido.
A coragem dilui-se nos rios
Negros do olhar, a desabar orvalhos
Húmidos, a revolver o toque da brasa, resvalado
Nos pedaços estilhaçados.
Cai chuva, chuva miudinha cai...
Ouve-se a bengala do silêncio...
Douro, Tejo...Tejo, Douro...
Vêm aí o Moleiro.
Rendilhada pelas janelas abertas,
Fresca a congelar de suspiros.
Do perfume que emana fica
No colo do corrimão, arrepiado pelos sons
Fugidios de escapar ao despercebido.
A coragem dilui-se nos rios
Negros do olhar, a desabar orvalhos
Húmidos, a revolver o toque da brasa, resvalado
Nos pedaços estilhaçados.
Cai chuva, chuva miudinha cai...
Ouve-se a bengala do silêncio...
Douro, Tejo...Tejo, Douro...
Vêm aí o Moleiro.
Monday, November 06, 2006
Fugitivas
Renunciar à invulnerável tentação,
Ó fugitivas estrangulais a expressão;
Dos túmulos sagrados que estão enterrados!
Não arriscais a vossa destruição,
Somente sentadas esqueceis o coração.
Adornam ardentes os olhos de paixão,
Ó fugitivas duvidais da própria criação;
Dos antigos rituais deixai-os embriagados!
O rio ensanguentado da vossa perdição
Abrirá fendas na justificação.
Ó fugitivas que sois inesgotáveis...
Ó fugitivas da renúncia...
Ó fugitivas, a chuva cai na Lua...
Ó fugitivas estrangulais a expressão;
Dos túmulos sagrados que estão enterrados!
Não arriscais a vossa destruição,
Somente sentadas esqueceis o coração.
Adornam ardentes os olhos de paixão,
Ó fugitivas duvidais da própria criação;
Dos antigos rituais deixai-os embriagados!
O rio ensanguentado da vossa perdição
Abrirá fendas na justificação.
Ó fugitivas que sois inesgotáveis...
Ó fugitivas da renúncia...
Ó fugitivas, a chuva cai na Lua...
Friday, October 13, 2006
Poemas Esquecidos De Outubro
Suavidade
A lua afunda-se na manhã submersa
Sem o tempo a pautar o toque,
Com sopros a acariciar
O esqueleto indestrutível da suavidade...
Porventura meus olhos fecham-se
Na elegância suprema de voar,
Distraio a mordidela,
Arranco no destino da palma da mão.
O bosque cheio de charcos
Perfumado num espelho olvidado...
My eyes are bleeding,
You are in my eyes...
......................
Chuva de Licor
De Alma corrente,
Deus de lábios com rios
Molda nas mãos os fios,
Escorre pela mente
O grito contido da semente...
A chuva de Licor;
Impiedosa e Cruel...
.....................
Tatuagem de Lua
Tenho a noite no meu berço
Embalado nas estrelas de fogo,
Morte árdua e dançante...
Vestes negras acorrentadas ao céu
Pingam a coragem do olhar,
Dum momento de lucidez colectiva
À ruptura que na moldura dura,
Tem na escultura o grande pendura...
Sempre com a mão tatuada
De prata dourada...
...........................
Punhal de Vida
Ó esqueleto sem ossos, que olhas do tecto
O tédio da atracção por máscaras,
Vazio da indiferença, atado em amarras
Se tocas dormente, vermelho teus olhos ficam...
Se chamas ocas queimam, teus braços seguram...
Se folhas caem, tuas vestes pintam...
Então, de que forma são tuas asas?
De mel embaciado, ou de gelo embalsamado?
És mórbido, louco insano!...Confundes as Ruínas.
Fogem de ti, da mesma maneira que se atam na cruz.
Sopram veemente por fogueiras secas, de luz
Nua a escapar nos canais ensanguentados.
Misantropo um dia te chamaram,
Num estranho orifício d desejo,
Assustaram-se com o jazigo ou um beijo!
Ceifas cada rosto, perfuras os seios,
Deixas o punhal dilacerar sem devaneios
E, sem remorsos perguntas quem és...
São longas tuas garras, afiadas sem espessura,
Negras, que um carrasco limou,
Enquanto na atmosfera caía a água pura.
São os traços, cicatrizes ou arestas floridas?
Sangram na mão? Loucura? Apenas sopros
Pálidos do olhos fascinados nos corpos.
Da Alma que cuidas na morte, sentes o odor
De lágrimas que se esfumam no assassínio da dor.
Chamas a ti a noite eterna dos corvos...Sangue!
Always red in your dress...undressed
“Loving you is like loving the Dead” – Type O Negative
A lua afunda-se na manhã submersa
Sem o tempo a pautar o toque,
Com sopros a acariciar
O esqueleto indestrutível da suavidade...
Porventura meus olhos fecham-se
Na elegância suprema de voar,
Distraio a mordidela,
Arranco no destino da palma da mão.
O bosque cheio de charcos
Perfumado num espelho olvidado...
My eyes are bleeding,
You are in my eyes...
......................
Chuva de Licor
De Alma corrente,
Deus de lábios com rios
Molda nas mãos os fios,
Escorre pela mente
O grito contido da semente...
A chuva de Licor;
Impiedosa e Cruel...
.....................
Tatuagem de Lua
Tenho a noite no meu berço
Embalado nas estrelas de fogo,
Morte árdua e dançante...
Vestes negras acorrentadas ao céu
Pingam a coragem do olhar,
Dum momento de lucidez colectiva
À ruptura que na moldura dura,
Tem na escultura o grande pendura...
Sempre com a mão tatuada
De prata dourada...
...........................
Punhal de Vida
Ó esqueleto sem ossos, que olhas do tecto
O tédio da atracção por máscaras,
Vazio da indiferença, atado em amarras
Se tocas dormente, vermelho teus olhos ficam...
Se chamas ocas queimam, teus braços seguram...
Se folhas caem, tuas vestes pintam...
Então, de que forma são tuas asas?
De mel embaciado, ou de gelo embalsamado?
És mórbido, louco insano!...Confundes as Ruínas.
Fogem de ti, da mesma maneira que se atam na cruz.
Sopram veemente por fogueiras secas, de luz
Nua a escapar nos canais ensanguentados.
Misantropo um dia te chamaram,
Num estranho orifício d desejo,
Assustaram-se com o jazigo ou um beijo!
Ceifas cada rosto, perfuras os seios,
Deixas o punhal dilacerar sem devaneios
E, sem remorsos perguntas quem és...
São longas tuas garras, afiadas sem espessura,
Negras, que um carrasco limou,
Enquanto na atmosfera caía a água pura.
São os traços, cicatrizes ou arestas floridas?
Sangram na mão? Loucura? Apenas sopros
Pálidos do olhos fascinados nos corpos.
Da Alma que cuidas na morte, sentes o odor
De lágrimas que se esfumam no assassínio da dor.
Chamas a ti a noite eterna dos corvos...Sangue!
Always red in your dress...undressed
“Loving you is like loving the Dead” – Type O Negative
Thursday, September 14, 2006
Brincar no orvalho
Não há sossego em mim que transborda na evaporação do meu perfume. Os sons do pingar molham o meu peito em toques de frieza, num andamento que circundam o estado de remoinhos perfeitos, mas aí a leveza vai de encontro ao mar, ao encontro doutras paisagens. No meio disto tudo não me impede de ver onde está a minha essência, de observar que em cada passo que dou os pés moldam um ser mais de acordo com uma árvore despida. Numa árvore em que baloiço a brincar com o orvalho, somente a desfolhar as folhas, pintando as cores das estrelas, em que vou de encontro ao rio que corre das montanhas brancas...
*Foto tirada em aveiro numa loja de artesanato
Friday, July 07, 2006
Flechas...
O portão abriu, deixei-te entrar...
O portão fechou, deixei-te sair...
Quente drama coberto com lama...
Oculto frio que gela o rio...
As flechas mutilam o coração
Como o véu cobre o caixão...
A roupa de ossos...
Sim...estou a falar da Escuridão e da Luz...
O portão fechou, deixei-te sair...
Quente drama coberto com lama...
Oculto frio que gela o rio...
As flechas mutilam o coração
Como o véu cobre o caixão...
A roupa de ossos...
Sim...estou a falar da Escuridão e da Luz...
Monday, June 12, 2006
Aconchego
Por bancos da frescura
Vesti-me na Lua...
Pus o carapuço nos cabelos
E deslizei na água do peito...
Os segredos de vozes miraram-me
Com olhos do rio...
Da intensidade de nomes
Só um havia de me levar...
Do gradeamento mágico,
As colunas erguem-se
No infinito de pétalas,
Na loucura do prazer Lunar...Puro...
(Sempre a Lua, Sempre Ela...)
Vesti-me na Lua...
Pus o carapuço nos cabelos
E deslizei na água do peito...
Os segredos de vozes miraram-me
Com olhos do rio...
Da intensidade de nomes
Só um havia de me levar...
Do gradeamento mágico,
As colunas erguem-se
No infinito de pétalas,
Na loucura do prazer Lunar...Puro...
(Sempre a Lua, Sempre Ela...)
Thursday, June 08, 2006
Ninguém te reconhece...
Porque estás a chorar meu doce demónio? Não sabes que não podes criar lagoas a partir do mar? Sinto as tuas lágrimas no regaço das tuas unhas pintadas de negro, correm no destino de veias húmidas que só te trarão dor. Não percebo porque insistes em cortar ventos com foices e pegar em cada pedaço desse sumo de prazeres. Sei que os teus cabelos conseguem absorver toda essa intensidade mas isso preocupa-me. É uma aflição dum dia poderes arrebentar e espalhar teu licor no rio da doçura. Um êxtase que de certa forma me agrada, mas que me deixa impaciente. Tu sabes que essa Pureza só será percebida por ti, não sabes? Sabes que quem tentar violar essa privacidade terá que ser digno da tua Alma? Não sabes, logo vi...Ninguém te reconhece, estás louco...
Tuesday, April 25, 2006
Amargura
Nada, Nada, Nada...
Retiro, Tiro, Atiro...
Casulo derretido num ramo perdido,
Na palha seca deposito aranhas...
Vazio, Vazio, Vazio...
Fio, Rio, Pio...
Sonho do altar de chagas,
Mergulhado em banho oco...
Retiro, Tiro, Atiro...
Casulo derretido num ramo perdido,
Na palha seca deposito aranhas...
Vazio, Vazio, Vazio...
Fio, Rio, Pio...
Sonho do altar de chagas,
Mergulhado em banho oco...
o som da luz não esconde a fera da solidão, nem o rosto as cicatrizes do alimento das veias, das folhas secas... na moldura rasgada do vento abre-se o portão do desassossego, as imagens de pétalas choverão os espinhos de amargura... as águas de sangue serão folhagem de lágrimas de ventre esmaltado, acorrentados em infinidades mórbidas, aos horizontes de lagoas dos pântanos malditos do AMOR...
rasga, penetra, sulca, arde...
Monday, April 17, 2006
Rio
A alma arde no Inferno.
Nas cinzas do sangue,
No jazigo do pó,
A morte abre as grades...
Tempo moído no cálice.
Da pureza do ventre,
Do arrancar supremo da vida,
A sede das pedras clamam uma gota...
Amor dos gritos das veias.
Pelas amarras dos espinhos,
Pelo vinho da incapacidade,
Triunfo da virgindade transparente...
Nas cinzas do sangue,
No jazigo do pó,
A morte abre as grades...
Tempo moído no cálice.
Da pureza do ventre,
Do arrancar supremo da vida,
A sede das pedras clamam uma gota...
Amor dos gritos das veias.
Pelas amarras dos espinhos,
Pelo vinho da incapacidade,
Triunfo da virgindade transparente...
Sunday, April 09, 2006
Reluz
Rio de uivos
Mascarado ao espelho
Enfeitiçado no reflexo
Rara pureza de Amar
Beliscar o sagrado
Na essência esquelética
Serrar o licor de perfis
O mesmo momento
Tomar o meu sopro
Na corrente debruçada
A recortar os filamentos
O mesmo momento
Roda de suspiros
Pregos a trespassar a fonte
Verte o esplendor...
Transpirar virado...
Atado, castrado...
Afunilado na cripta...
Reluz
Mascarado ao espelho
Enfeitiçado no reflexo
Rara pureza de Amar
Beliscar o sagrado
Na essência esquelética
Serrar o licor de perfis
O mesmo momento
Tomar o meu sopro
Na corrente debruçada
A recortar os filamentos
O mesmo momento
Roda de suspiros
Pregos a trespassar a fonte
Verte o esplendor...
Transpirar virado...
Atado, castrado...
Afunilado na cripta...
Reluz
Tuesday, March 28, 2006
....River....
Thursday, March 02, 2006
Rio Tejo
Espreguiçar no tempo restante,
Vastas águas fogem na aragem,
Escorregar o fumo periclitante,
Deambular os sinos encostados à margem...
Vontade de ficar suspenso,
Permanecer nas ondulações desajeitado,
Preto vestido, espírito tenso...
Resistir ao perfume amontoado...
De pé em pé sumir na galé,
Na espera gritante sinto as águas,
Vestes não se querem separar sem fé,
Os lábios escapam-se nas mágoas...
Ostentar as ossadas a uivar,
Gritam os patamares,
A noite aproxima-se a exaltar
Aromas que sobem nos calcanhares...
Vinte e três,
Dois mais três, cinco versos serão,
A lua sobe, sobe,
Cheia, a perfumar as almas...
Vastas águas fogem na aragem,
Escorregar o fumo periclitante,
Deambular os sinos encostados à margem...
Vontade de ficar suspenso,
Permanecer nas ondulações desajeitado,
Preto vestido, espírito tenso...
Resistir ao perfume amontoado...
De pé em pé sumir na galé,
Na espera gritante sinto as águas,
Vestes não se querem separar sem fé,
Os lábios escapam-se nas mágoas...
Ostentar as ossadas a uivar,
Gritam os patamares,
A noite aproxima-se a exaltar
Aromas que sobem nos calcanhares...
Vinte e três,
Dois mais três, cinco versos serão,
A lua sobe, sobe,
Cheia, a perfumar as almas...
Thursday, February 16, 2006
Abismo
Absorver o rio que corre para dois lados, que corre com sentido, que corre no sabor do vento.
Thursday, February 09, 2006
Língua esquecida
O olhar de quente
toca no desassossego deprimente.
Amar a alma, calar o espírito,
de leve ver os trios, fortemente ficar frio.
É o rio de águas no horizonte...
O sonho de percursos, sonho partido...
As folhas nos cabelos, a chuva de cair...
O calor das brasas a estilhaçar...
Gelada coberta, alma descoberta
Sentir ao fundo, o quadro na esquina
noDesejo retido
pela língua esquecida...
toca no desassossego deprimente.
Amar a alma, calar o espírito,
de leve ver os trios, fortemente ficar frio.
É o rio de águas no horizonte...
O sonho de percursos, sonho partido...
As folhas nos cabelos, a chuva de cair...
O calor das brasas a estilhaçar...
Gelada coberta, alma descoberta
Sentir ao fundo, o quadro na esquina
noDesejo retido
pela língua esquecida...
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