À toa ecoa a proa, baço ferro...
Lavra o manto descalço...
Mato rasgado, pousado na carruagem...
Chia cada instante perfumado...
Pequenas gotas de água
A espernear o sentido reticente...
Flutuam as pausas tilintadas...
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Tuesday, July 24, 2007
Monday, February 12, 2007
Perfume
Hoje é 12 de Fevereiro de 2006.
De madrugada caíram pingos de chuva fresca onde molharam o meu corpo despido. Os dedos de fraqueza rasgaram a pele deixando seu odor perfumar as veias desejosas de poderem serem orvalhadas. O canto perfurou o que é o sismo fez tremer...
De madrugada caíram pingos de chuva fresca onde molharam o meu corpo despido. Os dedos de fraqueza rasgaram a pele deixando seu odor perfumar as veias desejosas de poderem serem orvalhadas. O canto perfurou o que é o sismo fez tremer...
Lacrimosa - Der Morgen Danach
Wednesday, October 25, 2006
Poemas Esquecidos De Outubro II
Galhos
Ocultas a montanha coroada
Onde barcos divinos provam o vinho;
Pegas o frágil colo enrolado em linho
E os murmúrios da água abandonada...
São matrizes cruzadas, de dedos afiados...
Funis perturbados com o silêncio oco
Dum sorriso de asas, que fazem voar como louco
Os imortais ecos de galhos crucificados...
Os espíritos param nos altares
No mar, no ar, suspeitam das folhas
Em cada canto, dando tons às entranhas
Para perfumar, perfurar, os ramos encantadores...
...........................................
Mutilação
Chamaram a polícia...
Querem-me prender estes canalhas.
Têm os bastões hirtos, com a saliva a exaltar-se;
Nem os fantasmas dos pesadelos
Contidos nas grades os faz desaparecer
Na sua própria humilhação...
Bando de fornicadores
Que mutilam os órgãos dos anjos
Rindo-se das cicatrizes alheias
Para mostrar as fezes...
Os seus odores mesquinhos
Declamam a ocupação
Dos seres supremos...
Mantenham-se nessa ilusão
Seus cobardes.
Venham-me prender
Que ides ficar sem pele,
E aí sabereis como
Provar a vossa pútrida carne...
................................................
Sei
Não sei de que cores pintaram as nuvens
Talvez de Lilás...
Talvez de Negro profundo...
Não sei onde está magia das mãos
Talvez em pó espalhado...
Talvez em cinzas perfumado...
Não sei como fizeram os socalcos
Talvez com miragens...
Talvez com mera ilusão...
Semearam pontes...
Armadilharam sem destino as trevas...
Plantaram desejos de maldições...
Acenderam marés-cheias de sons...
E no fim perguntaram num sufoco de letras:
-Ainda pensas em voar?...
Ocultas a montanha coroada
Onde barcos divinos provam o vinho;
Pegas o frágil colo enrolado em linho
E os murmúrios da água abandonada...
São matrizes cruzadas, de dedos afiados...
Funis perturbados com o silêncio oco
Dum sorriso de asas, que fazem voar como louco
Os imortais ecos de galhos crucificados...
Os espíritos param nos altares
No mar, no ar, suspeitam das folhas
Em cada canto, dando tons às entranhas
Para perfumar, perfurar, os ramos encantadores...
...........................................
Mutilação
Chamaram a polícia...
Querem-me prender estes canalhas.
Têm os bastões hirtos, com a saliva a exaltar-se;
Nem os fantasmas dos pesadelos
Contidos nas grades os faz desaparecer
Na sua própria humilhação...
Bando de fornicadores
Que mutilam os órgãos dos anjos
Rindo-se das cicatrizes alheias
Para mostrar as fezes...
Os seus odores mesquinhos
Declamam a ocupação
Dos seres supremos...
Mantenham-se nessa ilusão
Seus cobardes.
Venham-me prender
Que ides ficar sem pele,
E aí sabereis como
Provar a vossa pútrida carne...
................................................
Sei
Não sei de que cores pintaram as nuvens
Talvez de Lilás...
Talvez de Negro profundo...
Não sei onde está magia das mãos
Talvez em pó espalhado...
Talvez em cinzas perfumado...
Não sei como fizeram os socalcos
Talvez com miragens...
Talvez com mera ilusão...
Semearam pontes...
Armadilharam sem destino as trevas...
Plantaram desejos de maldições...
Acenderam marés-cheias de sons...
E no fim perguntaram num sufoco de letras:
-Ainda pensas em voar?...
Thursday, September 14, 2006
Brincar no orvalho
Não há sossego em mim que transborda na evaporação do meu perfume. Os sons do pingar molham o meu peito em toques de frieza, num andamento que circundam o estado de remoinhos perfeitos, mas aí a leveza vai de encontro ao mar, ao encontro doutras paisagens. No meio disto tudo não me impede de ver onde está a minha essência, de observar que em cada passo que dou os pés moldam um ser mais de acordo com uma árvore despida. Numa árvore em que baloiço a brincar com o orvalho, somente a desfolhar as folhas, pintando as cores das estrelas, em que vou de encontro ao rio que corre das montanhas brancas...
*Foto tirada em aveiro numa loja de artesanato
Tuesday, May 16, 2006
Altar
No altar dos Himalaias...
Não sei se há flores em canteiros despidos...
Não sei se o perfume das asas chega aos céus...
Não sei se as lágrimas da chuva são vitrais...
Sei que existe uma silhueta no cordel da memória...
Não sei se os olhos estão cegos...
Não sei se há vontade em mim...
Não sei se há força feita de aço...
Sei que existe uma silhueta no cordel da memória...
Não sei se há flores em canteiros despidos...
Não sei se o perfume das asas chega aos céus...
Não sei se as lágrimas da chuva são vitrais...
Sei que existe uma silhueta no cordel da memória...
Não sei se os olhos estão cegos...
Não sei se há vontade em mim...
Não sei se há força feita de aço...
Sei que existe uma silhueta no cordel da memória...
Friday, February 10, 2006
Vielas
Linhas de chamas que ardem
nas aguas do destino,
Longas ruas do alto, do alto,
sobem desconhecido na dor.
Vielas que se penetram
nas aguas que camuflam o perfume,
estreito de celas, a banhar os olhos
dos ossos que roçam no ardor...
Nevoeiro de pétalas estendidas nas mãos
O corpo sacrificado,
a alma esmagada,
o cheiro impregnado no amor.
nas aguas do destino,
Longas ruas do alto, do alto,
sobem desconhecido na dor.
Vielas que se penetram
nas aguas que camuflam o perfume,
estreito de celas, a banhar os olhos
dos ossos que roçam no ardor...
Nevoeiro de pétalas estendidas nas mãos
O corpo sacrificado,
a alma esmagada,
o cheiro impregnado no amor.
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