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Monday, March 26, 2007

O romance do baloiço...

Girar as correntes em torno do reflexo pendular soa a silêncio provocado pelos galhos nus do som do Inverno. Baloiço a tormenta do corpo num ritmo incendiário, na falha de não ouvir os raios lunares para riscarem a Alma – tropeço no vazio. Segurar as rédeas do soluço faz recuar o eco até às infinitas estrelas suspensas. Movimentos oscilatórios da invencibilidade tornam os sentimentos cordilheiras de barcos a navegar no pêndulo. Danço nas mãos, no imaginário duma criança a brincar num baloiço... O romance...


Monday, January 15, 2007

Cortinas de Fumo

Gostaria desfolhar um sorriso
Na palma inversa do riso;
Abrir cortinas de regaços
Ao virar o discreto manto
Para perfumar ondas esqueléticas...

Do baloiço cortante
Ouviria o bailar das mãos
Enternecido a levitar chamas,
Pendurado nas bolhas de cordel
Que desfilariam no delgado mel...

O odor do Porto penetra
Nos ramos de fumo
Pedir perdão ao coração...

Thursday, December 07, 2006

Vertigens

7 facas com faces deitadas
Mirando o canto da sereia,
Tocar o som desconhecido
Da pele rasgada, aberta veia...
Demónios contemplam as fragas,
Escarpadas vertigens reunidas
O amainar inquieto da cria
No baloiçar da luz bravia
12 véus nublados...

Thursday, September 14, 2006

Brincar no orvalho

Não há sossego em mim que transborda na evaporação do meu perfume. Os sons do pingar molham o meu peito em toques de frieza, num andamento que circundam o estado de remoinhos perfeitos, mas aí a leveza vai de encontro ao mar, ao encontro doutras paisagens. No meio disto tudo não me impede de ver onde está a minha essência, de observar que em cada passo que dou os pés moldam um ser mais de acordo com uma árvore despida. Numa árvore em que baloiço a brincar com o orvalho, somente a desfolhar as folhas, pintando as cores das estrelas, em que vou de encontro ao rio que corre das montanhas brancas...


*Foto tirada em aveiro numa loja de artesanato

Thursday, September 07, 2006

DarkViolet

Brilho no capuz do teu rosto
Para pronunciar o sabor dos teus lábios
Num momento que descai nas veias,
Num balanço para trovejar crinas...
Oscilações de saliva
A mergulhar em ondas de fogo,
Minha Alma espessa
Desfila nos teus pigmentos.
Lanças escorregadias dos olhos do mar
Nas conchas belas da tua pele...
Adormeço nas cavidades...
No luar transbordo em ti...
A pingar...

Wednesday, July 12, 2006

Cavalete

O túmulo da timidez chega perto do seu fim...
Abro a campa olhando para o céu de nuvens claras...
Abro as pétalas dum sorriso melancólico...
Alegria da Alma nas masmorras a verter...

Pego na mão para colher a suavidade...
Rasgo o ventre do monstro
Na concha de balões...

Sinto o arrepio do contraditório...

Fantasmas da aguardente
No rosto queimado...
Enigma de espelhos...

Não se dança sobre o cavalete...Queria...

Tuesday, July 11, 2006

Lua

Partido em asas de baloiço desprendido, vai o mar chegar à Lua. Nas ondulações do ventre materno, o desassossego da Alma chega aos patamares do inferno, num som que habita um mundo inacessível das fogueiras que ardem sem nexo. Aperto o nó da garganta para pendurar a foice de lágrimas que desagua da Lua. Este gosto supremo de levantar o decaimento da areia contraria o alçapão levantado. Aberto no olhar das palavras que mergulham em salpicos de estrelas, suga a tela os esboços. São pés nus, pés frios, toques de leveza, riqueza de ramos…Suspenso...
Olhai para a Lua e dizei-me qual a vossa sensibilidade...

Saturday, May 27, 2006

Longe

Pintei a selva do meu corpo...
Torci a dor com a sede...
O baú dos tesouros está escondido,
Na falta de água, na floresta densa...

Atrair a transparência do prazer
Já é uma aventura...
Um licor de cheiros
A neblina de masmorras, sinto...

Paraliso o meu corpo
Porque olho para longe...
Deixo uma aranha passar na minha mão,
Ela faz-me baloiçar...

Thursday, March 30, 2006

Baloiço

A eternidade do baloiço
MOla estendida a pingar,
TEnho na alma os pedaços, morangos...

FIco no perfume da sela,
LImPo o dorso do olhar,
A turva pálpebra descai...

Ninho de trevos
Ouvindo a suavidade...

AR dedilhado
COlorido numa manta...

Incendiar as flores,
RIndo no prazer do sorriso,
Sentindo o baloiço a saltitar...