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Friday, July 18, 2008

Olhar de Lua

Tempo que passa, foge desgovernado.
Arrepiado, flutuando na memória:
Escapa sem o olhar...
Escapa sem ver o mar...
Escapa sem o tocar...

A Lua emaranha-se em silhuetas,
Num pedaço "agridoce"
De estrelas cintilantes, ampulhetas.

O Perfume das pétalas descairá
Sobre a inundação do Ser.
Remoinhos de vibrações
Enchendo poções.

Wednesday, July 18, 2007

Parabéns Duende

Trovões brotam do céu, semeados na cordilheira dos salpicos. Cada silhueta das estrelas range, embrulhado no odor da germinação. Teu destino que esvoaça num berço, seja a busca eterna dos arrepios da Alma. A felicidade nua floresce nas veias dos galhos compondo a sinfonia do pulsar. Sente a Lua a acelerar as cores das serpentinas. As bolhas de sabão0o0o00ooo tilintam por magia...Floresce à beira das tuas plantações...


Monday, April 23, 2007

23 Luas


Corre nas veias a espuma do nevoeiro.
O rio estende-se nos braços das margens,
ao encontro de Almas no canto da vida.
Um abraço do Tejo nas 23 Luas.
O fascínio do número 23.

Friday, February 23, 2007

Contido Estrondo

Tudo se recolhe e acolhe...
Calor frio em gelo quente
Vazio despido vestido consentido
Sentimento contido

Imensidão transparente
Ausente sensação
Transbordar num reflexo
Aperto sufocante que chove na palma da mão

Gemido ouvido corrido
Corpo perfumado esfumado
Caixa de musica
Melodia unica...

Duende



















Sinto falta das pétalas a caírem em simultâneo.

Saturday, September 30, 2006

Para ti...

Para ti Duende:


Em cada sulco que irás traçar na tua calçada faz a água escorrer em cada pedaço da tua Alma, forte e contagiante, num perfume que rasgue tua pele e se funde dentro de ti. Que o odor da palma da tua mão faça transpirar os pingos da tua vida e que plantes cada orvalho no teu coração, e não te esqueças de fazer florir cada pigmento. As Essências que flutuarão no teu peito moldarão o teu suspiro, para que possas sorrir em cada pé que o teu manto se estender. Que a chuva miudinha te sirva de telhado, em que as estrelas brilham com a intensidade dum brilho incessante.
No meio dum castelo cheio de grãos de areia semeia potes de felicidade, sorrisos contagiantes, misturas de cores, levitações de desejos e silhuetas de serpentinas. A tua respiração sirva de alento, de refúgio, de serenidade, de vontade, de tempo em estar, tudo isto para as pessoas que te Amam. Nas flores do jardim do teu castelo faz florir essas Almas de Essências, abraçando cada uma delas no teu ninho de prazer, num dragão que lance chamas de paixão.


Friday, September 08, 2006

Duende

Abraço tua Alma num voo
Olhando para a Lua pousada na asa.
Caminho pelos dedos das penas
Tocando o pousio da tua mão.
Atravesso a silhueta das velas
Ao contemplar-te nos meus braços.
Sim..Olho para a Lua...
Sim...Olho para ti...
Quero-te enrolada
No ardor do frasco
Derramando pétalas de essência...
Perfume da ternura de laços...

Tuesday, September 05, 2006

Furadouro

Na neblina da noite
Cai o orvalho de chuva,
Peugadas frescas de conchas
A riscar arrepios na areia...
Os silenciosos ramos
Profanam a mansão;
Onde tocam flautas de sinos,
Onde os espantalhos adormecem.
Descai o Verão debruçado
Sobre o telhado de palmeiras,
No ninho da cegonha
Que voa alto, a brincar num bailado...

Tuesday, July 18, 2006

Parabéns

Galopar nas nuvens, ali, aqui...trota, trota, o galope de cabelos soltos. Ao vento do som dançante; canta, canta, canta. Cada arpão que sobrevoa as pisadas dos tempos intemporais. Sente-se os sons das léguas, de espaços apertados a cortar o vento...rasgos fortes de sonhos que chorariam da planta para o vaso, com olhos arregalados a medrar...Quieto e pausado, enche-se canteiros de cataratas, pisadas fortes a rebolar em balões que sobem, descem na pele, adormecem em sonhos de serpentinas...Um turbilhão de segmentos a piscar o remoinho das peugadas...descaem em pingos....Cai delgado no espaço ténue de velas...O brilho da transparência, a lã desfiada em socalcos da imaginação, um corredor de espuma para celebrar o orvalho perfumado...asas de intuição ou perfeição? Parabéns!
E hoje a chuva caiu. Fi-la cair das estrelas...


Friday, June 23, 2006

Choveu...

As trepadeiras voaram
Pelas cores das escadarias que penetraram...
Dedilharam a magia do Santo
Em pedaços de janelas que estão sem canto...

Sim...O céu trovejava antes da minha chegada....
Sim...Quando retive a imagem começou a chover...

Na campa isso voltará a acontecer...

Wednesday, May 24, 2006

Tuesday, May 23, 2006

AAiii

Hoje acordei a sofrer
Com uma lágrima nos lábios,
Torci o corpo nos lençóis
E abracei a pele nua de rios...

Deixei o vento entrar
No canto das costas,
Só um pouco, porque
Não queria humedecer...

Queria escorrer a lágrima
Para o fundo do poço,
Entrar na minha escuridão,
Penetrar-me neste gemido...

Wednesday, May 03, 2006

Duende / Demónio

- És mesmo feio...
- Alguém tem que o ser...

Thursday, March 30, 2006

Baloiço

A eternidade do baloiço
MOla estendida a pingar,
TEnho na alma os pedaços, morangos...

FIco no perfume da sela,
LImPo o dorso do olhar,
A turva pálpebra descai...

Ninho de trevos
Ouvindo a suavidade...

AR dedilhado
COlorido numa manta...

Incendiar as flores,
RIndo no prazer do sorriso,
Sentindo o baloiço a saltitar...

Thursday, March 23, 2006

Friday, March 03, 2006

Vento, Bento..

Azulejos de história,
No azul dourado de linhas,
Descair na memória,
No domingo, do coração vinhas...

Portão entreaberto de desejo,
Lábios desconectados do lugar,
Possuídos minhas silhuetas vejo,
Suavidade arrebatadora...

Subida íngrime para o éden,
Delícias voluptuosas, franzina,
Descida no vento
Para derramar no mar...

Pingar da chuva nos acolhe,
Mais uma vez, outra vez,
Revoltar o sentimento
Contido, absorvido, retido...

Entre lábios pingados,
Entre mãos densas,
Entre o lume,
Entre nós....

Saturday, October 01, 2005

Escavações


Um trabalho de esforço, no meio do alcatrão colorido, na labuta diária para encontrar o pote. O último fôlego do primeiro herói nas suas escavações metropolitanas.