A memória encontra-se na masmorra
Rendilhada pelas janelas abertas,
Fresca a congelar de suspiros.
Do perfume que emana fica
No colo do corrimão, arrepiado pelos sons
Fugidios de escapar ao despercebido.
A coragem dilui-se nos rios
Negros do olhar, a desabar orvalhos
Húmidos, a revolver o toque da brasa, resvalado
Nos pedaços estilhaçados.
Cai chuva, chuva miudinha cai...
Ouve-se a bengala do silêncio...
Douro, Tejo...Tejo, Douro...
Vêm aí o Moleiro.
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Thursday, December 28, 2006
Wednesday, December 13, 2006
Pincéis

Montam cores à volta da roda,
Gira a hora sem pressa de ir embora...
Círculos dos atalhos de fogo cercam o orvalho,
Montados em sopros de pincéis,
Empedrados em chamas,
Num toque de sentidos escondidos...
Milagre oculto, fonte aberta, secreta...
Regaço abrigado, poços de mistérios,
Soalho dobrado estala na esquina...
Sons, visões, feitiços...
O espaço amplo da magia.
Sunday, October 01, 2006
Até Já
A vida é assim. Tenho que continuar no caminho. Não vou seguir o caminho que queria, mas não posso fazer milagres onde não consigo ir com um simples pé. Parto triste e com os pés descalços, mas com o orvalho de danças na minha Alma que um dia crescerá de alguma maneira.
Saturday, September 23, 2006
Braços de Cabelos
"Um sol vai-se afogando,
Deixando o mar envolto na escuridão
e imensidão dum céu estrelado.
A brisa da noite acorda.
E com ela as ondas ganham
seu ritmo e abraçam as rochas
com a força tão desejada.
Sento-me a teu lado e,
camuflados pela negrura que nos
rodeia, abraçamo-nos contemplando
a beleza e misticidade do nosso
mundo."
M.
VOAR NOS BRAÇOS DO TEMPO
No teu mar ondulado
Os cabelos perfumam as crinas do prazer...
Em cada socalco odores de Outono
Transformam as folhas em arco-íris...
Pintados em telas com cavalos que voam...
Pintados nos caminhos de fogos...
Sorri em cada canto da Lua...
Sorri em cada voo que fizeres...
Sorri com uma força duma gargalhada...
Arrepios de cores no teu rosto,
Na vista despida do orvalho
Canta as notas dum suspiro alegre...
Voa nas ondas do cabelo...
Saboreia as estrelas...
Dança nas mãos do tempo...
Deixando o mar envolto na escuridão
e imensidão dum céu estrelado.
A brisa da noite acorda.
E com ela as ondas ganham
seu ritmo e abraçam as rochas
com a força tão desejada.
Sento-me a teu lado e,
camuflados pela negrura que nos
rodeia, abraçamo-nos contemplando
a beleza e misticidade do nosso
mundo."
M.
VOAR NOS BRAÇOS DO TEMPO
No teu mar ondulado
Os cabelos perfumam as crinas do prazer...
Em cada socalco odores de Outono
Transformam as folhas em arco-íris...
Pintados em telas com cavalos que voam...
Pintados nos caminhos de fogos...
Sorri em cada canto da Lua...
Sorri em cada voo que fizeres...
Sorri com uma força duma gargalhada...
Arrepios de cores no teu rosto,
Na vista despida do orvalho
Canta as notas dum suspiro alegre...
Voa nas ondas do cabelo...
Saboreia as estrelas...
Dança nas mãos do tempo...
Tuesday, September 05, 2006
Furadouro
Na neblina da noite
Cai o orvalho de chuva,
Peugadas frescas de conchas
A riscar arrepios na areia...
Os silenciosos ramos
Profanam a mansão;
Onde tocam flautas de sinos,
Onde os espantalhos adormecem.
Descai o Verão debruçado
Sobre o telhado de palmeiras,
No ninho da cegonha
Que voa alto, a brincar num bailado...
Cai o orvalho de chuva,
Peugadas frescas de conchas
A riscar arrepios na areia...
Os silenciosos ramos
Profanam a mansão;
Onde tocam flautas de sinos,
Onde os espantalhos adormecem.
Descai o Verão debruçado
Sobre o telhado de palmeiras,
No ninho da cegonha
Que voa alto, a brincar num bailado...
Thursday, August 17, 2006
Espreguiçar
Passos que soam fortes
Na pele do destino...
Estão cobertos de espuma
A circunscrever o futuro das florestas...
Abertos ou rasgados, voam no alto
Dos montes,
Velas acesas...
Viagem do puro prazer
Da Alma cigana...
Perceber a minha linguagem é árduo...
Pingar no meu orvalho é doloroso...
Mas eu vou...
Voarei nas desconhecidas queimaduras do gelo
Que não ousam penetrar...
Irei lá ao fundo
Onde a chama de mim serenará...
Uma questão do sopro se espreguiçar...
Na pele do destino...
Estão cobertos de espuma
A circunscrever o futuro das florestas...
Abertos ou rasgados, voam no alto
Dos montes,
Velas acesas...
Viagem do puro prazer
Da Alma cigana...
Perceber a minha linguagem é árduo...
Pingar no meu orvalho é doloroso...
Mas eu vou...
Voarei nas desconhecidas queimaduras do gelo
Que não ousam penetrar...
Irei lá ao fundo
Onde a chama de mim serenará...
Uma questão do sopro se espreguiçar...
Tuesday, July 25, 2006
Pés Voadores
Tuesday, July 18, 2006
Parabéns
Galopar nas nuvens, ali, aqui...trota, trota, o galope de cabelos soltos. Ao vento do som dançante; canta, canta, canta. Cada arpão que sobrevoa as pisadas dos tempos intemporais. Sente-se os sons das léguas, de espaços apertados a cortar o vento...rasgos fortes de sonhos que chorariam da planta para o vaso, com olhos arregalados a medrar...Quieto e pausado, enche-se canteiros de cataratas, pisadas fortes a rebolar em balões que sobem, descem na pele, adormecem em sonhos de serpentinas...Um turbilhão de segmentos a piscar o remoinho das peugadas...descaem em pingos....Cai delgado no espaço ténue de velas...O brilho da transparência, a lã desfiada em socalcos da imaginação, um corredor de espuma para celebrar o orvalho perfumado...asas de intuição ou perfeição? Parabéns!
E hoje a chuva caiu. Fi-la cair das estrelas...
Monday, April 03, 2006
AVITAL - ZOHAR
Avital- "pai do orvalho"
Zohar - Luz
Se na manhã das serpentes, o sopro é mais forte do que as ossadas, perguntamos ao orvalho donde vem a força?
AVITAL- A força provêm da chuva que molha e fortifica a cor. O sangue que corre do AMOR, veia de vida, que pinga a resplandecer teu ombro...
Se na noite o corvo dedilha teu manto, perfumando o cálice do destino na escuridão, perguntamos à luz donde vêm a força?
ZOHAR- Vem da magia que se esconde em ti, e que na intensidade ilumina o AMOR, que faz pingar o arco-íris do trevo...
A luz orvalhada...
Friday, March 17, 2006
Gota de orvalho
A chuva deitada no relvado sulca o horizonte, por entre ramos de cheiros, pela espessura das linhas, dentro da seiva de viver. O perfume do orvalho lacrimeja por cada canto, despido de preconceito, aberto nas tentações de sentir o único rasgo que faz sangrar, a resvalar nos trovões da felicidade. Sempre que a pinga descai pelo ombro, o sorriso entreabre-se na ternura dum sino, na colmeia de tentações que inundam a erva já de si pouco segura. Cada manto canta no toque de simetrias assimétricas.
Monday, March 13, 2006
Folhagem
Meus pés estão descalços com os dedos a abrirem-se em fendas, a escorrerem na areia a dor de ver o tempo passar. Sobre o gelo, dentro de insónias, meu corpo adormece como grânulos que se vestem na despedida. Na variável de escutar as aves, nos troncos descobertos da folhagem, no tétrico desespero de querer ser feliz, a múmia caminha. É a sonda da ampulheta reservado no calor de salpicos que cobrem a aragem, brisa de tempestades que perfilam o dorso do orvalho... dedos descalços...
Tuesday, February 14, 2006
Beijo Profundo
Tenho a navalha escrita em papel
A força de levantar no orvalho
A perdição das folhas perdidas na pele
O perfume entrelaçado no teu olhar.
O toque dos sinos molham-se
no céu da saudade.
A madeira estala, gelada...
Quentes lábios ardem...
No nevoeiro do abraço
Sinto-te a pingar no meu regaço,
nos galhos rasgado,
profunda subtileza de olhar...
A força de levantar no orvalho
A perdição das folhas perdidas na pele
O perfume entrelaçado no teu olhar.
O toque dos sinos molham-se
no céu da saudade.
A madeira estala, gelada...
Quentes lábios ardem...
No nevoeiro do abraço
Sinto-te a pingar no meu regaço,
nos galhos rasgado,
profunda subtileza de olhar...
Wednesday, December 14, 2005
Mais um...
Anos passam...glórias das sementes germinadas...
Povos que fortalecem suas escamas
Correntes que salpicam o musgo
Pega-se no orvalho e na mistura do tempo, condensa-se as tempestades...
Povos que fortalecem suas escamas
Correntes que salpicam o musgo
Pega-se no orvalho e na mistura do tempo, condensa-se as tempestades...
Tuesday, December 06, 2005
Vêm
Água do céu escuro que ouves meu ninho brilhar, vêm até mim...
Vento que levantas de manhã, vêm até mim...
Pedaços de orvalho que adoças o ar, vêm até mim...
Arcos de profundeza, vêm até mim...
Silhuetas no mar a levitar, vem até mim...
São cores, são sensações, são estados de espírito...
São as moléculas da saudade que transpiram....
É a pele molhada de mel....
Vento que levantas de manhã, vêm até mim...
Pedaços de orvalho que adoças o ar, vêm até mim...
Arcos de profundeza, vêm até mim...
Silhuetas no mar a levitar, vem até mim...
São cores, são sensações, são estados de espírito...
São as moléculas da saudade que transpiram....
É a pele molhada de mel....
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