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Wednesday, June 10, 2009

Chuva Rasgada

Trucidado dentro da semente a aresta da flor germina, bordado num aflito corredor escuta-se o murmúrio do crescimento, vozes atormentadas pelo vento a trovejar o gotejar da cerimónia. Assim desaba a energia flutuante do céu sobre a natureza acolhedora, sopros de trovões a tilintar um harmonioso festival de silhuetas, além da imaginação, perto da humildade afectuosa.

Thursday, May 14, 2009

Alegria

Tanta alegria nos sorrisos, tanta alegria nas mãos, tanta e tanta maresia nos olhares. Cativar a vontade com aspiração, abrir o coração ao vento, num apocalitico resguardo ficar no entreter das palavras. Quando se encontra o desassossego, o risco da trovoada requer o guarda chuva feito de folhas, calmo deslizar do caos.

Friday, January 12, 2007

Trovões Gelados

Da lâmina regada soltam gritos...
Dos dedos enterrados cai chuva...
Do pensamento aberto pintam toques...
Das pétalas olvidadas o vaso acarinha...

Abençoai as torres colocadas em redor
Do corpo crucificado...
Abençoai a lágrima das flores
A regar licores...

Seguro o pólen dentro da Alma
A ramificar, a derramar, a esventrar,
O canto de castelos enevoados...

Amparo trovões gelados
De quentes encostos bravios
Submerso nos feitiços de suspiros

Tuesday, November 28, 2006

Trovões Silenciosos

O som da chuva escorrega na minha mão
A salpicar orvalhados altares...

Arrepio o cabelo assediando as criaturas
Que provém do jazigo,
Embriagadas nas vestes púrpuras,
A divagar na vigília da Alma...
Deliro a cantar a fúnebre marcha
Oferecendo folhas ao meu corpo,
Nesta escada coberta de chamas.

A carne ferve nos salpicos,
Orgulhosa e contagiante,
Com cascos de trovões
A desfalecer nos lábios...

Monday, August 07, 2006

Números

Na cor de estar tudo indefinido só tenho que seguir o que está correcto. Somente o sonho que é meu, a ambição de voar com asas de papel para entrar em chamas, o caminho da sorte... Sei o que sinto, mas já mais nada interessa nesse campo. Faço o mais belo poema de Amor e assim vou marchando para o abismo do sentimento. Tentarei cumprir a última etapa que tenho para fazer. Espalharei as últimas cinzas neste jardim, com as forças de tempestades, com as minhas mãos de asas...E aí serei, e sentirei a flor de arcos. Interessa sentir o futuro nas suas dimensões floridas.
10 - 23 - 32 - 35 - 40 - 47
1- 19 - 27 -28- 41 - 43


Wednesday, July 19, 2006

Trovão

Peguei numa cadeira e sentei-me no canto da janela. A noite já ia alta, mas o sono não vinha. Sinto-me a desfalecer sem ebulição, um arder de sentimentos suspensos nos relâmpagos que aconchegam meu olhar. Refugio-me nas chamas do céu que teimam em querer explodir na palma das mãos, e resvalar nas chamas dum tempo ardente. Estou no meio do trovão que cai das nuvens e que dá luz neste sossego atormentado da minha Alma. Pego neste fogo e gelo-me de cicatrizes...
Acorda demónio, ou adormece no leito de espinhos, ou penetra tua Alma com galhos vestidos de tremores...

Sunday, July 02, 2006

Cavalos Voadores

Não sei...Sei...
Somente há esperança
Em determindas linhas.
Os contornos da visão esquecida,
Um sorriso embriagado,a magia de trovões,
E a chuva miudinha do sentimento...
Sei...Não sei...
Pego no punhal, e solto-me dos sons muídos,
Perfurando a lareira de estacas...
Coragem de ir ás montanhas geladas...
Quero para poder viver...Quero o calor da vida...
As velas sacrificadas
irão fazer chover relâmpagos...
Sei...Sei...
Estou isolado nos cavalos voadores...

Sunday, June 18, 2006

Calafrios

Plataforma de aguaceiros
Mergulhadas na lava do tempo...
A embalsamar meu rosto
A rasgar os espíritos...

Suave nos trovões das esquinas,
Agreste nos tormentos aguçados...
A Alma passeia neste labirinto de olhares...
Pinto o céu de muralhas...

Calafrios de pétalas caídas...

Tuesday, April 11, 2006

Sin

No mar o trovão,
Perdido?
Na falésia uma árvore,
Cortada?
No olhar um filamento,
Arrancado?
Na viagem um desabafo,
Tremido?
No sonho um ritual,
Enfeitiçado?

In the eyes of the Moon, the Sin...


Friday, March 17, 2006

Gota de orvalho

A chuva deitada no relvado sulca o horizonte, por entre ramos de cheiros, pela espessura das linhas, dentro da seiva de viver. O perfume do orvalho lacrimeja por cada canto, despido de preconceito, aberto nas tentações de sentir o único rasgo que faz sangrar, a resvalar nos trovões da felicidade. Sempre que a pinga descai pelo ombro, o sorriso entreabre-se na ternura dum sino, na colmeia de tentações que inundam a erva já de si pouco segura. Cada manto canta no toque de simetrias assimétricas.


Tuesday, March 14, 2006

Trovões de lua

Asas que voam nos céus,
Peitos de oceanos a ouvirem
O calor acesso de silhuetas,
Lentas noites de pegadas picantes...

Inflamam as curvas dos trovões,
Firmamento de pétalas de sangue,
A culminar o deleite da exaltação,
Na magia a escaldar...

Forte perfume que palpita
Em luz que contagia demónios,
Feitiço de duende,
Sangram na lua dormente...