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Wednesday, February 13, 2008
Friday, October 19, 2007
Asas
O círculo das asas, um horizonte, uma orientação segundo um portal gigante. Negro vestido...Violeta despido. Regado à tradição de voos, ao ritual da inspiração.
Desobstruir a reabilitação das fechaduras num sopro desgovernado. Arrancar obstáculos estrondosos do silêncio para levantar mórbidas asas. Existe fragrância na pele do tempo. Sulco que incendeia o estalar das folhas de madeira.
Desobstruir a reabilitação das fechaduras num sopro desgovernado. Arrancar obstáculos estrondosos do silêncio para levantar mórbidas asas. Existe fragrância na pele do tempo. Sulco que incendeia o estalar das folhas de madeira.
Monday, June 05, 2006
Olho...
Não tenho pintado o coração, nem queimar minhas mãos quero, talvez apenas cheirar o chamuscar dos pêlos púbicos. Apenas deixo a respiração esvoaçar nas cicatrizes dos sons que chegam até mim. Rasgos vazios a moerem a escravidão das palavras, num toque da última tristeza que estou a tingir. A natureza é justa em seus traços, correcta na sua forma de agir, e justa no seu castigo. Mas acima de tudo, vivo acima disso, sou asas a pingar salivas de desejos até que o pólen transborda nestas brasas e gele o coração do prazer. O medo de saltar este abismo para o portão imaculado que está vidrado de flores, o caixão dos loucos, a pétala da essência, está na esquina...Olho...
Wednesday, May 24, 2006
Salpicar
Força de saltar para dentro das asas ganha forma. Um encosto que adormece nesse leve batimento, a salpicar a coloração do demónio. Vejo o céu aberto nesta epidemia de pétalas, como uma ponte a transbordar de luzes. São brincos a brilhar neste arco, num cair de setas envenenadas, estremeço no vento a voar com as penas do desassossego. Só, sempre só...
Sunday, April 09, 2006
Gota
Cristais fundem-se no ar
A norte da bruma celeste,
Grito de força a rasgar
A morte da melancolia agreste...
Peitos de véus penetra
O ardor fúnebre do olhar,
Deambulando nas notas de jazigos...
Penduro as asas de sangue
Na lâmina da escuridão...
A magia roça o abismo
Coberto de escamas a arderem
Piedade enterrada no pó
Retalhar o tormento
Molestar as veias de pó
Pingar o alimento
Sede...Escorre...
Uma última gota...
A norte da bruma celeste,
Grito de força a rasgar
A morte da melancolia agreste...
Peitos de véus penetra
O ardor fúnebre do olhar,
Deambulando nas notas de jazigos...
Penduro as asas de sangue
Na lâmina da escuridão...
A magia roça o abismo
Coberto de escamas a arderem
Piedade enterrada no pó
Retalhar o tormento
Molestar as veias de pó
Pingar o alimento
Sede...Escorre...
Uma última gota...
Tuesday, March 14, 2006
Trovões de lua
Asas que voam nos céus,
Peitos de oceanos a ouvirem
O calor acesso de silhuetas,
Lentas noites de pegadas picantes...
Inflamam as curvas dos trovões,
Firmamento de pétalas de sangue,
A culminar o deleite da exaltação,
Na magia a escaldar...
Forte perfume que palpita
Em luz que contagia demónios,
Feitiço de duende,
Sangram na lua dormente...
Peitos de oceanos a ouvirem
O calor acesso de silhuetas,
Lentas noites de pegadas picantes...
Inflamam as curvas dos trovões,
Firmamento de pétalas de sangue,
A culminar o deleite da exaltação,
Na magia a escaldar...
Forte perfume que palpita
Em luz que contagia demónios,
Feitiço de duende,
Sangram na lua dormente...
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