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Thursday, October 22, 2009

Abismos de Sons

Baú cheio de frascos

Tsimmmmmmm (Prolongado)

As pétalas no orvalho das serenatas,
A vastidão rouca grita no caos

Pim (Profundo)

Ensurdecedoras grades da liberdade
Dentro dos refugiados,
Inalcançável Poder da criação

Pim Pim Pim (Gota sonora)

O abismo emocionalmente perdido
Nos toques do infinito
Serpenteia a captação selvagem da lava

Slim Raspim Slim
Tlim Tlim Tlim (Sino uivante)

Fluxo de sinos a pingar o terror das Almas
Sons uivantes a ruminar relâmpagos

Chaplim Chaplim Chaplim (Toque no charco)

Sunday, July 30, 2006

Dó sem Pó

Longe do uivo da minha pele
Borbulho o fantasma da Alma
Rasgando cada cicatriz feita em cruz,
Polindo o cálice da Lua
Na língua do vampiro...
Objectos, Sons, Miragens...
A sombra do esquecimento
Nas escadarias dos violinos ,
Pego na tatuagem de pó
E engulo a saliva sem dó .
Devoro a degolar-me
A teia do reflexo
Dentro de labirintos de folhas secas,
Fora do paradoxo do abismo infernal
O olhar fica distante, escondido...

Monday, June 19, 2006

Plim...

Pluveja nesta viagem,
Troveja na margem,
Pedaços de miragem em rostos escondidos.
São assim os olhos queimados...

Serras de fogo enjauladas,
Mergulho nas memórias regadas.
Debaixo do solo, a escuridão descalça.
São as cicatrizes do Oriente...

Sons fúnebres ardem
Em olhos estagnados, vazios...fogem...
Corridas em precipícios de aromas.
São as silhuetas do Chile...

Do Alto para o alto do mármore
A essência perfumada das flores.
Rabisco o banco da formosura.
São o dedilhar das mãos puras...

Menina de sorriso tímido
Toca-me as cordas do violino...
A agitação do coração embala-me.
São poções de subtilezas...

Vagueio pelas ruelas brilhantes
Em misturas embriagadas de fome.
Restos de ossadas que tilintam.
São galhos da cidade maldita...

Preencho o poço dos Prazeres
Na mulher de sorriso largo,
Esbocei um corvo no jazigo.
São pisadas de fogo sublime...

Flutuo as veias no abismo,
O céu rasga-se de trovões
Por estar a violar esta terra...
São estrelas de velas...

Arrggghhhhhh!!!
Arrggghhhhhh!!!
Arrggghhhhhh!!!
Arrggghhhhhh!!!

O doce inferno dum trovão
Da chuva molhada...

Monday, June 05, 2006

Olho...

Não tenho pintado o coração, nem queimar minhas mãos quero, talvez apenas cheirar o chamuscar dos pêlos púbicos. Apenas deixo a respiração esvoaçar nas cicatrizes dos sons que chegam até mim. Rasgos vazios a moerem a escravidão das palavras, num toque da última tristeza que estou a tingir. A natureza é justa em seus traços, correcta na sua forma de agir, e justa no seu castigo. Mas acima de tudo, vivo acima disso, sou asas a pingar salivas de desejos até que o pólen transborda nestas brasas e gele o coração do prazer. O medo de saltar este abismo para o portão imaculado que está vidrado de flores, o caixão dos loucos, a pétala da essência, está na esquina...Olho...

Monday, May 22, 2006

Abismo

As masmorras dos pés que marcham roçam na minha pele. Estou morto de vontade de sugar a terra, o odor da cor, a doçura das pétalas, o rosto desfolhado. Se na mistura das grades houvesse um espelho de sangue que perfurasse cada pegada, a imagem iria ser espalhada sem destino.
Estou convencido que só se quer provar um pouco, apenas para sentir a abstracção doutro ser. O tempo afunila a sua espessura sem deixar entrar na verdadeira essência. E na Alma os sentidos mantém-se intactos, para dedilhar as arestas, não da pureza, mas dos cantos do abismo que fazem viagens. Quando não se pega em troncos que da sua casca moram cataratas é porque simplesmente tudo são cinzas, ou o chorar da água não foi feito para desabar em nenhum poço…Enfim…

Friday, May 19, 2006

Engoli

Sento-me aqui, sento-me ali...
Aqui não sinto...
Porventura estarei ali...
Engoli o que li...
Perdi as margens de ti...
Dilema do covil
Escondido do meu ser senil...
Dispo-me ali, dispo-me aqui...
Vi...Vi...Vi...Venho-me...

Sunday, April 09, 2006

Gota

Cristais fundem-se no ar
A norte da bruma celeste,
Grito de força a rasgar
A morte da melancolia agreste...

Peitos de véus penetra
O ardor fúnebre do olhar,
Deambulando nas notas de jazigos...
Penduro as asas de sangue
Na lâmina da escuridão...
A magia roça o abismo
Coberto de escamas a arderem

Piedade enterrada no pó
Retalhar o tormento
Molestar as veias de pó
Pingar o alimento

Sede...Escorre...
Uma última gota...

Thursday, February 16, 2006

Abismo

Absorver o rio que corre para dois lados, que corre com sentido, que corre no sabor do vento.

Monday, February 13, 2006

Nalguma margem

Cor que pinta a margem
que cai e se levanta,
a saudade de caminhar de cabelos levantados,
o fim de morder o calcanhar.

Os pensamentos de prosseguir no alvorecer
de olhos fechados,
caídos em vales sombrios,
na imagem de conseguir...algum dia...

Friday, September 30, 2005

Inauguração

Inaugurar uma casa do sotão para cima....