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Monday, March 23, 2009
Coimbra V
Labels:
Coimbra,
Desassossego,
Psiquiatria. Jardim botânico
Monday, December 04, 2006
Regar
Num suspiro aflito
Quebro sobre as pernas;
Erguido nas falésias
Penduro os olhos secos.
Cada pedaço rasgado
É devorado pelas cinzas,
Amigas dum desassossego,
Cúmplices do cálice eterno...
Derreto na leveza duma nota,
Fico esculpido no meu rosto,
Prateado na sombra da Lua,
Dentro dela, sufocado nela,
Ardo sem cessar,
Sem regar a lágrima...
Quebro sobre as pernas;
Erguido nas falésias
Penduro os olhos secos.
Cada pedaço rasgado
É devorado pelas cinzas,
Amigas dum desassossego,
Cúmplices do cálice eterno...
Derreto na leveza duma nota,
Fico esculpido no meu rosto,
Prateado na sombra da Lua,
Dentro dela, sufocado nela,
Ardo sem cessar,
Sem regar a lágrima...
Wednesday, May 24, 2006
Salpicar
Força de saltar para dentro das asas ganha forma. Um encosto que adormece nesse leve batimento, a salpicar a coloração do demónio. Vejo o céu aberto nesta epidemia de pétalas, como uma ponte a transbordar de luzes. São brincos a brilhar neste arco, num cair de setas envenenadas, estremeço no vento a voar com as penas do desassossego. Só, sempre só...
Thursday, May 04, 2006
Desprender
Bato nas nuvens do desespero
A recolher os gritos
A atormentar o meu jazigo...
Engulo segmentos ocos de mim,
Pérolas de pó,
Madeira molhada que não arde...
Os meus cabelos secos desprendem-se
Na afeição do desassossego...
Resta morder a cavidade...
Resta-me sentir o que sou...Ruínas...
A recolher os gritos
A atormentar o meu jazigo...
Engulo segmentos ocos de mim,
Pérolas de pó,
Madeira molhada que não arde...
Os meus cabelos secos desprendem-se
Na afeição do desassossego...
Resta morder a cavidade...
Resta-me sentir o que sou...Ruínas...
Saturday, April 01, 2006
Estremeço
Cores que flutuam na mão do desassossego,
vagueiam nas passagens de visíveis luas,
ao canto do sorriso que saltita na banheira,
pelo fundo do perfume que emana das pétalas do rosto.
Mistura de pedaços que fazem saborear o tecido queimado do gelo,
a cor da rendilhada essência da tela.
Sussurrar na vertigem do seio,
cortar a plumagem num abraço,
estremeço...
Tanta emoção de pormenores num punhal de chamas,
nos lábios derretidos no infinito,
que o murmúrio troveja no coração de lagos...
13
vagueiam nas passagens de visíveis luas,
ao canto do sorriso que saltita na banheira,
pelo fundo do perfume que emana das pétalas do rosto.
Mistura de pedaços que fazem saborear o tecido queimado do gelo,
a cor da rendilhada essência da tela.
Sussurrar na vertigem do seio,
cortar a plumagem num abraço,
estremeço...
Tanta emoção de pormenores num punhal de chamas,
nos lábios derretidos no infinito,
que o murmúrio troveja no coração de lagos...
13
Thursday, March 09, 2006
Desassossegado sossego
A paisagem desbota,
Licor de mulher conforta,
Bela capela de mármore,
Rotundas de fornos...
Cactos que adoçam os néctares,
Arrebatar o olhar, culminar o prazer,
Almas de fogo a pautar o sol,
Conchas a fervilharem de meiguice...
Embalamos as luzes de sombras
No entardecer do vento,
No acordar dos raios,
Ladeiras de desassossego, sossegado, acaricia-se, delicia-se...
Robustez de afectos na melancolia do desejo,
Corpos derretem-se no afecto, a pele...
Dissolver o perfume de frascos comprimidos,
Encher a essência de aromas...
Roçar a sensibilidade,
Nas emoções de amar,
Na profundeza abraçados,
Geme o tempo...gememos...
Licor de mulher conforta,
Bela capela de mármore,
Rotundas de fornos...
Cactos que adoçam os néctares,
Arrebatar o olhar, culminar o prazer,
Almas de fogo a pautar o sol,
Conchas a fervilharem de meiguice...
Embalamos as luzes de sombras
No entardecer do vento,
No acordar dos raios,
Ladeiras de desassossego, sossegado, acaricia-se, delicia-se...
Robustez de afectos na melancolia do desejo,
Corpos derretem-se no afecto, a pele...
Dissolver o perfume de frascos comprimidos,
Encher a essência de aromas...
Roçar a sensibilidade,
Nas emoções de amar,
Na profundeza abraçados,
Geme o tempo...gememos...
Monday, February 27, 2006
Cicatrizes
Enterrado na montanha de sentimentos,
Pântanos de esperanças
Um só olhar, duas almas...
Forte desfile de folhas secas...
Vislumbrar cada toque,
A sentir a pele retida,
O olhar a acomodar-se nas cicatrizes,
O sorriso de dizer...amo-te...
Quando a felicidade chega
Já a minha alma está despedaçada.
Pergaminhos em pedras espetadas,
Aqui jaz o sonho...
A melancolia do sabor,
Concerto nas escrituras,
Desassossego silêncio,
Amor condensado na ausência...
Saliência na penitência...
Paciência sem fluência...
Reticência na cadência...
Turbulência...silencia a abstinência...
Pântanos de esperanças
Um só olhar, duas almas...
Forte desfile de folhas secas...
Vislumbrar cada toque,
A sentir a pele retida,
O olhar a acomodar-se nas cicatrizes,
O sorriso de dizer...amo-te...
Quando a felicidade chega
Já a minha alma está despedaçada.
Pergaminhos em pedras espetadas,
Aqui jaz o sonho...
A melancolia do sabor,
Concerto nas escrituras,
Desassossego silêncio,
Amor condensado na ausência...
Saliência na penitência...
Paciência sem fluência...
Reticência na cadência...
Turbulência...silencia a abstinência...
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Alma,
Amor,
Cicatrizes,
Desassossego,
Montanha,
Sonho
Thursday, February 09, 2006
Ilusões
"O cansaço de todas as ilusões e de tudo o que há nas ilusões - a perda delas, a inutilidade de as ter, antecansaço de ter que as ter para perdê-las, a mágoa de as ter tido, a vergonha intelectual de as ter tido sabendo que teriam tal fim."
Livro do desassossego por Bernardo Soares ( pag.56)
Língua esquecida
O olhar de quente
toca no desassossego deprimente.
Amar a alma, calar o espírito,
de leve ver os trios, fortemente ficar frio.
É o rio de águas no horizonte...
O sonho de percursos, sonho partido...
As folhas nos cabelos, a chuva de cair...
O calor das brasas a estilhaçar...
Gelada coberta, alma descoberta
Sentir ao fundo, o quadro na esquina
noDesejo retido
pela língua esquecida...
toca no desassossego deprimente.
Amar a alma, calar o espírito,
de leve ver os trios, fortemente ficar frio.
É o rio de águas no horizonte...
O sonho de percursos, sonho partido...
As folhas nos cabelos, a chuva de cair...
O calor das brasas a estilhaçar...
Gelada coberta, alma descoberta
Sentir ao fundo, o quadro na esquina
noDesejo retido
pela língua esquecida...
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