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Sunday, April 20, 2008

Licor de Lua


A energia do teu manto...
O poder da tua silhueta...
Teu corpo nu sobre meus espinhos
Penetram o destilar do teu cálice...

Resguardo o perfume da pétala do teu olhar...
Preencho-me na perseguição do teu licor...

Licor de Lua


A energia do teu manto...
O poder da tua silhueta...
Teu corpo nu sobre meus espinhos
Penetram o destilar do teu cálice...

Resguardo o perfume da pétala do teu olhar...
Preencho-me na perseguição do teu licor...

Thursday, June 08, 2006

Ninguém te reconhece...

Porque estás a chorar meu doce demónio? Não sabes que não podes criar lagoas a partir do mar? Sinto as tuas lágrimas no regaço das tuas unhas pintadas de negro, correm no destino de veias húmidas que só te trarão dor. Não percebo porque insistes em cortar ventos com foices e pegar em cada pedaço desse sumo de prazeres. Sei que os teus cabelos conseguem absorver toda essa intensidade mas isso preocupa-me. É uma aflição dum dia poderes arrebentar e espalhar teu licor no rio da doçura. Um êxtase que de certa forma me agrada, mas que me deixa impaciente. Tu sabes que essa Pureza só será percebida por ti, não sabes? Sabes que quem tentar violar essa privacidade terá que ser digno da tua Alma? Não sabes, logo vi...Ninguém te reconhece, estás louco...

Monday, May 08, 2006

Lençóis

Acordei à noite...
Acordei de noite...
Dormi acordado em cima do ombro...
Deixei os olhos nos lençóis...

Furei o tempo...
Agreguei os poros...
Soltei o licor...
Derramei a leveza...

Dormi de dia...
Devia...
Invado os pés...
Penetro o toque vazio...

Friday, April 28, 2006

Agora

Despenhei o rochedo na mão,
Atropelei a janela do alçapão,
Furei de espanto o olhar,
Rasguei os dedos de mágoas...

Deixei o vento soprar,
Moldei as folhas de licor,
Toquei as cordas desafinadas,
Fiquei preso no coração...

Penetrei, Penetrei-me...
Agora dedilho os olhos do mar...
Agora a mim me tenho...
Agora...Agora...Agora...Embora...

Sunday, April 09, 2006

Reluz

Rio de uivos
Mascarado ao espelho
Enfeitiçado no reflexo
Rara pureza de Amar
Beliscar o sagrado
Na essência esquelética
Serrar o licor de perfis

O mesmo momento
Tomar o meu sopro
Na corrente debruçada
A recortar os filamentos
O mesmo momento
Roda de suspiros
Pregos a trespassar a fonte

Verte o esplendor...
Transpirar virado...
Atado, castrado...
Afunilado na cripta...

Reluz

Thursday, March 09, 2006

Desassossegado sossego

A paisagem desbota,
Licor de mulher conforta,
Bela capela de mármore,
Rotundas de fornos...

Cactos que adoçam os néctares,
Arrebatar o olhar, culminar o prazer,
Almas de fogo a pautar o sol,
Conchas a fervilharem de meiguice...

Embalamos as luzes de sombras
No entardecer do vento,
No acordar dos raios,
Ladeiras de desassossego, sossegado, acaricia-se, delicia-se...

Robustez de afectos na melancolia do desejo,
Corpos derretem-se no afecto, a pele...
Dissolver o perfume de frascos comprimidos,
Encher a essência de aromas...

Roçar a sensibilidade,
Nas emoções de amar,
Na profundeza abraçados,
Geme o tempo...gememos...

Monday, February 27, 2006

Rasgar a Alma

Arranca meu coração
Destes linhos encarnados,
Desfaz os pedaços de sangue
Na união...

Apodera-te do que de mim não sai
Que lavra na agitação,
Que rasga a alma
Na cor da paixão.

Debruça a pele de fogo,
Corta o licor da ausência,
As chamas do Dragão virão
Nas escamas da mão.

Invade as veias,
Enraíza-te nos meus lábios,
Percorre o pé,
Caminhemos juntos...

Wednesday, February 22, 2006

Porque?

Porque se fecham as portas? Porque nas janelas quebradas não germinam as sementes? Porque nas tormentas da minha alma existe o vazio? Porque em cada patamar se acredita na pura essência? Porque no espelho se vê a alma, e no reflexo se esbate? Porque o esqueleto da pele ama o seu reflexo? Porque a força esmorece quando o coração cresce? Porque se sente e não se quer fazer mais nada senão sentir? Porque se quer que as saliências sejam de licor de vida? Porque a via mais fácil nunca é a correcta? Porque não vale a pena correr contra a corrente quando não temos remos?Porque as teias do AMOR são tão fortes???

Monday, February 20, 2006

Flor de licor!

Pontas soltas, desprendidas,
Cheiro de forte, embriaga,
Corto as letras aos montes.
Brandura de cristalizar as veias.

Recolher o aroma em flor de licor!