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Monday, May 08, 2006

Lençóis

Acordei à noite...
Acordei de noite...
Dormi acordado em cima do ombro...
Deixei os olhos nos lençóis...

Furei o tempo...
Agreguei os poros...
Soltei o licor...
Derramei a leveza...

Dormi de dia...
Devia...
Invado os pés...
Penetro o toque vazio...

Friday, April 21, 2006

Dor de Leveza

Cruzo, traço os dias,
Arrepio nas cruzadas melodias,
Nas pernas desdobradas
Abertas em nuvens desatadas...

Calco os pés rasgados
Nas mãos enlaçadas...
O sono repousa,
Dor de voz, silêncio...

Sino deambulante que relembra...
O que da memória não sai...
Toque puro de leveza...
Voar...Voar..Voar...

Thursday, February 23, 2006

Dedos

Silhuetas de dedos,
Danças que contemplam os céus,
Esqueletos numa forte melodia
Agregam-se envolvidos no odor.

As almas roçam de dor
Amplo querer, adormecido,
Embebido no esmagamento,
Nos traços da memória.

Leveza, Subtileza, Beleza...
Chuva forte nesta brisa,
Coração que ambiciona entornar-se na dança...
Maldito seja meu ser, por em prisão ter ficado.

Thursday, October 20, 2005

Doce contacto

Em pó doce que cai dos céus a manhã se aninhou. Os pedaços de leves sobremesas que sobem no musgo a esventrarem, caminham de pé em pé, pendurados na leveza da espuma, no oriente cintilar de risos que mutilam o sossego. Coaxar de permutas de véus acendem as grutas. São misturas alicerçados nos mantos de descansados encaixes, de contactos que batem ao som do inspirar do pincel. Pinceladas de água.