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Monday, July 20, 2009

Sina

O fumo enlaçado no mistério da fusão do mar com o sentido embriagante da carroça das ilusões, aquela que viaja no rodopio de montes na incessante labareda de saborear o momento sublime das sinas. Quando o destino perde o trilho da mão, vira o mundo para a fonte envenenada em que o Amor contagia a lucidez impura. Todas as masmorras têm o seu lugar, no ângulo latente da harmonia e a salvaguardar a definição mais obediente do palpitar transparente; este som rasga a Alma mesmo sem saber o toque da visão. Os condimentos da escravatura não deveriam ser plantadas em Seres que desenham as silhuetas com a sensualidade dos pincéis de vento, assim acontece com Silêncio.

Baseado na leitura da Obra de Didier Comés, Silêncio – 1- A Iniciação e 2- A Vingança.

Foto da capa do livro, A Iniciação de Didier Comés, tirada da net

Thursday, June 08, 2006

Ninguém te reconhece...

Porque estás a chorar meu doce demónio? Não sabes que não podes criar lagoas a partir do mar? Sinto as tuas lágrimas no regaço das tuas unhas pintadas de negro, correm no destino de veias húmidas que só te trarão dor. Não percebo porque insistes em cortar ventos com foices e pegar em cada pedaço desse sumo de prazeres. Sei que os teus cabelos conseguem absorver toda essa intensidade mas isso preocupa-me. É uma aflição dum dia poderes arrebentar e espalhar teu licor no rio da doçura. Um êxtase que de certa forma me agrada, mas que me deixa impaciente. Tu sabes que essa Pureza só será percebida por ti, não sabes? Sabes que quem tentar violar essa privacidade terá que ser digno da tua Alma? Não sabes, logo vi...Ninguém te reconhece, estás louco...

Monday, May 22, 2006

Pó Branco

Desvio as cortinas, sinto as mãos...
Abro a janela, vejo um poço...
Os olhos cruéis despedaçam-se
Em veias de raios...

Profundidades de madeira sem sentido,
Escapo de visões fúnebres...
Palpitar, degolo-me de prazer
Exaltando as raízes de nuvens...

O pó branco desce para se
Agasalhar nas paredes húmidas,
Segrego o isolamento,
Da pureza florida...

Sunday, April 09, 2006

Reluz

Rio de uivos
Mascarado ao espelho
Enfeitiçado no reflexo
Rara pureza de Amar
Beliscar o sagrado
Na essência esquelética
Serrar o licor de perfis

O mesmo momento
Tomar o meu sopro
Na corrente debruçada
A recortar os filamentos
O mesmo momento
Roda de suspiros
Pregos a trespassar a fonte

Verte o esplendor...
Transpirar virado...
Atado, castrado...
Afunilado na cripta...

Reluz

Thursday, April 06, 2006

Wine, Lips,...

Os lábios que contornam a doçura do sabor. Sempre a mistura do último paladar que foge por entre neblinas, e se esconde no altar da clemência. Formosura do altar que define as arestas, toques de pureza. Quando os lábios encaixam no impregnar das serpentes, a alma aquece no fervilhar de brasas e envolve o espírito na suavidade do néctar dos deuses. O enrolar da doçura que escorre a dedilhar as entranhas.

Tuesday, April 04, 2006

Cera que arde

O céu escuro de demónios vão,
O vento abrasador de faíscas,
Taciturno resplandecer da combustão
No dorso a cintilar de facas...

São velas que queimam o túmulo,
Cera que ilumina o coração,
Círculos que penetra a paixão,
Chama que fortifica o abalo...

Nos braços, esboço o teu sorriso...
Nos fossos da memória, esculpo-me...
Gravo ao natural o sentimento
Imortalizar a essência da pureza...

Alvoroço do tempero a gravitar...