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Tuesday, November 27, 2007

Urna

Bebo os olhos

Rego os dedos


Urna

Trémulo borbulhar

Borboleta
Esventrar Delicado

Voar

Fatias do Labirinto

Monday, May 22, 2006

Pó Branco

Desvio as cortinas, sinto as mãos...
Abro a janela, vejo um poço...
Os olhos cruéis despedaçam-se
Em veias de raios...

Profundidades de madeira sem sentido,
Escapo de visões fúnebres...
Palpitar, degolo-me de prazer
Exaltando as raízes de nuvens...

O pó branco desce para se
Agasalhar nas paredes húmidas,
Segrego o isolamento,
Da pureza florida...

Monday, April 10, 2006

Na Noite...

Cores de fogo
Impregnam a lua
A rabiscar as saliências…
O que leva a ficar preso ao segundo?

Tortura do cigarro a torcer
No desespero dos olhos,
Dor na escuridão
Avidez do desespero,
Escada que circula
Sem profundidade,
Fumo que no corpo penetra,
Ouve-se a alma a rugir
A profanar a leveza,
Cerca o Demónio de ti
Tanta tortura sufocada.

Monday, February 20, 2006

Inverno

São santos os sepulcros
Gemidos rasgados, reflexos compenetrados.

No Inverno da alma,
Na solidão dos areais
Rochedos de punhais.

Pálpebras a rufarem de sentimentos
A ecoar no sangue gritante
Ao lado da claridade, gigante.

Estranho remoinho, escadas condenadas
À sorte infeliz da cela infernal
Arde o abismo fatal!

Faminto o queixo debruçado
Imerso nas paisagens de sonhos
Formam-se motins a esgrimar os olhos.

São túmulos que tropeçam no cérebro
Amadureço, colhendo o desespero...