A escuridão abrasa o segundo que escorre pelos poros. Velejar em tempos sem fim onde espreita o luar, a aconchegar as estrelas das nuvens deitadas no horizonte. Tilintar a noite longa na palma das folhas esvoaçantes. Dançam no chão, algumas nos galhos, outras no coração...Nesta transição a silhueta faz renascer nova época. Aromas a congelar essências e a transformá-las em licores para beber à lareira...
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Friday, December 21, 2007
Lareira da Noite Longa
A escuridão abrasa o segundo que escorre pelos poros. Velejar em tempos sem fim onde espreita o luar, a aconchegar as estrelas das nuvens deitadas no horizonte. Tilintar a noite longa na palma das folhas esvoaçantes. Dançam no chão, algumas nos galhos, outras no coração...Nesta transição a silhueta faz renascer nova época. Aromas a congelar essências e a transformá-las em licores para beber à lareira...Thursday, December 21, 2006
Solstício de Inverno
Monday, March 20, 2006
Viagem
No parapeito do céu, no abismo do Inverno,
Rodas de fogo a percorrerem os trilhos das searas.
Sina na mão tatuada
O desejo de cigano no sangue a escorrer...
O fogo arde na espuma,
Dialectos de cores na paisagem,
Correntes degoladas viram bruma,
Transpiração no patamar da miragem...
Gritos de fornos na brandura,
Chaves escondidas à mostra,
Retrato de preto a espalhar verdura,
Marcha de raios, chuva desperta...
Rodas de fogo a percorrerem os trilhos das searas.
Sina na mão tatuada
O desejo de cigano no sangue a escorrer...
O fogo arde na espuma,
Dialectos de cores na paisagem,
Correntes degoladas viram bruma,
Transpiração no patamar da miragem...
Gritos de fornos na brandura,
Chaves escondidas à mostra,
Retrato de preto a espalhar verdura,
Marcha de raios, chuva desperta...
Monday, February 20, 2006
Inverno
São santos os sepulcros
Gemidos rasgados, reflexos compenetrados.
No Inverno da alma,
Na solidão dos areais
Rochedos de punhais.
Pálpebras a rufarem de sentimentos
A ecoar no sangue gritante
Ao lado da claridade, gigante.
Estranho remoinho, escadas condenadas
À sorte infeliz da cela infernal
Arde o abismo fatal!
Faminto o queixo debruçado
Imerso nas paisagens de sonhos
Formam-se motins a esgrimar os olhos.
São túmulos que tropeçam no cérebro
Amadureço, colhendo o desespero...
Gemidos rasgados, reflexos compenetrados.
No Inverno da alma,
Na solidão dos areais
Rochedos de punhais.
Pálpebras a rufarem de sentimentos
A ecoar no sangue gritante
Ao lado da claridade, gigante.
Estranho remoinho, escadas condenadas
À sorte infeliz da cela infernal
Arde o abismo fatal!
Faminto o queixo debruçado
Imerso nas paisagens de sonhos
Formam-se motins a esgrimar os olhos.
São túmulos que tropeçam no cérebro
Amadureço, colhendo o desespero...
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