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Friday, February 22, 2008

Labirinto

A solidão do corpo rasga o Ser das flechas povoadas dum brilho fúnebre, escondida Lua. Marcho, divago, rego canteiros do casulo, penetro uma suavidade do tempo nublado. Repleto de imagens vagueio no corredor de labirintos...

Tuesday, November 27, 2007

Urna

Bebo os olhos

Rego os dedos


Urna

Trémulo borbulhar

Borboleta
Esventrar Delicado

Voar

Fatias do Labirinto

Friday, September 07, 2007

Sombra

A sombra que rasteja...
A Alma que voa...
Do labirinto o esconder não foge...

Monday, August 13, 2007

Labirinto

O último sobrevivente ancorou nas trevas. Trazia uma galho seco numa das mãos, e na outra o vazio das tentações. Multidões de teias moldavam o corpo, transparente como orvalho, profundas como trepadeiras. Caminhou durante segundos infinitos a rasgar ocas árvores, a vergar uma luz inquietante que suspirava num gemido refrescante. Pousou os cabelos nas fragas e cruzou o labirinto...

Friday, May 26, 2006

Tinta

Este calor está a dar cabo de mim. Não consigo reflectir, o raciocínio dilui-se no ar seco, o pó levanta-se sem que o vento sopre. Estar afogado em espirros constantes, num som que faz eco, uma reprodução que rasga os ouvidos. Uma tela que sai do labirinto, para que na escuridão se afogue em sentimentos. Sai das mãos a essência, a tinta, o pó...Que venha a noite para subir as emoções das sensações suaves.

Friday, May 05, 2006

Anoitece no amanhecer

Anoitece nas águas do lodo
As raízes torrencialmente levantam o inferno...
O beco vazio separa-se
Linhas rectas sem aflição...

Pergunto donde estou...
Pergunto para onde vou...
Pergunto o que sou...
Pergunto à resposta...

Amanhece na terra do gelo
As árvores pingam do céu...
O corredor de chamas funde-se
Nos labirintos do sofrimento...