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Sunday, March 15, 2009
Coimbra III
Friday, September 07, 2007
Monday, April 23, 2007
Ò minha Senhora....
"Ò minha senhora...Ò minha senhora...é um menino nao é?"
Aglomerar o clandestino passageiro
Arrumado na comoção do desfiladeiro;
Pernoito a ouvir a paródia do gesto
A desterrar a fúria do relento...
Furto o corredor da inquietude
Escavando o cego território;
Eclodir ou esbanjar o nevoeiro?!
Vestir os trapos do esquecimento...
Amanheço o deserto madrugador
Timoneiro da rede, saqueador da sede
Cobiço o silêncio num infame túnel.
Resquícios da sombra esfaqueada...
Parei a minha escrita, um homem senta-se ao meu lado (87 anos) e diz-me os seguintes versos:
Diz-me lá ao cantadeira...
Que te prezas de saber
Onde estavas tu metida
E antes do teu pai nascer
Se fores uma cantadeira afamada
Deves-me já saber responder...
Minha mãe foi regateira
Vendia melões na praça
Se eu sou corno, tu és puta
Somos todos da mesma raça
Ele sai em Ovar, e eu sigo no comboio para o Porto.
Aglomerar o clandestino passageiro
Arrumado na comoção do desfiladeiro;
Pernoito a ouvir a paródia do gesto
A desterrar a fúria do relento...
Furto o corredor da inquietude
Escavando o cego território;
Eclodir ou esbanjar o nevoeiro?!
Vestir os trapos do esquecimento...
Amanheço o deserto madrugador
Timoneiro da rede, saqueador da sede
Cobiço o silêncio num infame túnel.
Resquícios da sombra esfaqueada...
Parei a minha escrita, um homem senta-se ao meu lado (87 anos) e diz-me os seguintes versos:
Diz-me lá ao cantadeira...
Que te prezas de saber
Onde estavas tu metida
E antes do teu pai nascer
Se fores uma cantadeira afamada
Deves-me já saber responder...
Minha mãe foi regateira
Vendia melões na praça
Se eu sou corno, tu és puta
Somos todos da mesma raça
Ele sai em Ovar, e eu sigo no comboio para o Porto.
Friday, February 16, 2007
Teias de Saudade
O transparente lago molha o cabelo
Saudade...Mistura...Licor...
A esperança das estrelas
Nas camadas das teias,
Cai a lágrima...
Arranho a sombra das fragas
A deixar os relâmpagos arderem
No ventre das folhas secas...
O percurso das vibrações
Estica o robusto olhar...
Sobe o tom, bate o coração...
O medo treme,
Impotente, estrela cadente...
“Ninguém está aí...”... Aqui...
“
....
I am the mistress of loneliness,
my court is deserted but I do not care.
The presence of people is ugly and cold
and something I can neither watch nor bear.
So, I prefer to lie in darkness silence alone,
listening to the lack of light, or sound,
or someone to talk to, for something to share ...-
but there is no hope and no-one is there.
…
“
Sopor Aerternus - No-One is there
(Música em baixo)
Último olhar pousado nas mãos...
Saudade...Mistura...Licor...
A esperança das estrelas
Nas camadas das teias,
Cai a lágrima...
Arranho a sombra das fragas
A deixar os relâmpagos arderem
No ventre das folhas secas...
O percurso das vibrações
Estica o robusto olhar...
Sobe o tom, bate o coração...
O medo treme,
Impotente, estrela cadente...
“Ninguém está aí...”... Aqui...
“
....
I am the mistress of loneliness,
my court is deserted but I do not care.
The presence of people is ugly and cold
and something I can neither watch nor bear.
So, I prefer to lie in darkness silence alone,
listening to the lack of light, or sound,
or someone to talk to, for something to share ...-
but there is no hope and no-one is there.
…
“
Sopor Aerternus - No-One is there
(Música em baixo)
Último olhar pousado nas mãos...
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