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Monday, July 20, 2009

Sina

O fumo enlaçado no mistério da fusão do mar com o sentido embriagante da carroça das ilusões, aquela que viaja no rodopio de montes na incessante labareda de saborear o momento sublime das sinas. Quando o destino perde o trilho da mão, vira o mundo para a fonte envenenada em que o Amor contagia a lucidez impura. Todas as masmorras têm o seu lugar, no ângulo latente da harmonia e a salvaguardar a definição mais obediente do palpitar transparente; este som rasga a Alma mesmo sem saber o toque da visão. Os condimentos da escravatura não deveriam ser plantadas em Seres que desenham as silhuetas com a sensualidade dos pincéis de vento, assim acontece com Silêncio.

Baseado na leitura da Obra de Didier Comés, Silêncio – 1- A Iniciação e 2- A Vingança.

Foto da capa do livro, A Iniciação de Didier Comés, tirada da net

Thursday, December 20, 2007

Naufrágio Ardente

Navegar no mar....
Naufragar no rio...
Arrepiar as colinas....
Penetrar os soluços....

Dentro do tempo a iluminação rasga a espera....
Fora do tempo atormenta-se o desassossegar das velas...

Ouço os gemidos dilacerados no coração...
Ecos...Ecos....Ecos...
Ardentes...

Friday, March 02, 2007

Moon Tear

Olhei o reflexo do meu fantasma...
A transparência toca o céu;
Partilho o odor comigo...
Escuto as ondas do mar
A borbulhar no ouvido
Colocando a Lua
A baloiçar no colo...
As lágrimas caem no meu rosto...
É sempre inevitável...

Friday, February 23, 2007

Contido Estrondo

Tudo se recolhe e acolhe...
Calor frio em gelo quente
Vazio despido vestido consentido
Sentimento contido

Imensidão transparente
Ausente sensação
Transbordar num reflexo
Aperto sufocante que chove na palma da mão

Gemido ouvido corrido
Corpo perfumado esfumado
Caixa de musica
Melodia unica...

Duende



















Sinto falta das pétalas a caírem em simultâneo.

Monday, September 18, 2006


O céu como horizonte...
O mar como monte...

Thursday, September 14, 2006

Brincar no orvalho

Não há sossego em mim que transborda na evaporação do meu perfume. Os sons do pingar molham o meu peito em toques de frieza, num andamento que circundam o estado de remoinhos perfeitos, mas aí a leveza vai de encontro ao mar, ao encontro doutras paisagens. No meio disto tudo não me impede de ver onde está a minha essência, de observar que em cada passo que dou os pés moldam um ser mais de acordo com uma árvore despida. Numa árvore em que baloiço a brincar com o orvalho, somente a desfolhar as folhas, pintando as cores das estrelas, em que vou de encontro ao rio que corre das montanhas brancas...


*Foto tirada em aveiro numa loja de artesanato

Friday, September 08, 2006

Conversa de MSN

Conversa de MSN entre "eu" (DarkViolet) e um amigo meu (DarkAngel)
P.S: Peço desculpa pelos erros ortográficos LOL
DarkAngel:
k tal?
DarkAngel:
cumpriu o objectivo?
DarkViolet....
sim...fiquei feliz

DarkAngel:
pq é k kerias comentários?
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
é teu?
DarkAngel:
claro
escrevi ambos em 5 min
enquanto trabalhava
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
escreves maravilhosamente bem...fiquei surpreendido
DarkAngel:
tb n é preciso gozar
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
queria pq estou numa fase que queria sentir as pessoas
estou a falar a sério
muito a sério mesmo

DarkAngel:
aposto k gostaste mais do primeiro
ambos são sensações diferentes
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
é verdade
DarkAngel:
um representa o desespero da ânsia e da possível impotência
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
mas o segundo está mais virado para mim neste momento
DarkAngel:
o segundo representa a vontade da acção
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
preciso de sentir a montanha
DarkAngel:
é ideia de k somos o centro de tudo
nós somos a montanha naquele momento
altos e terríveis
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
majestosos e tormentosos
DarkAngel:
sábios e antigos como as raízes da terra
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
com ardor de sentir a liberdade
DarkAngel:
de ter poder para fazer alguma coisa
qq coisa
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
por umas asas e sentir o vento..tocar e resplandecer
DarkAngel:
mas k para nós é tudo
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
estou imensamente surpreendido
DarkAngel:
sim, o vento n é mais do k as consequências das nossas acções
continuas
e no entanto objectivamente finais
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
só por esta parte da nossa conversa valeu a pena ter-te mandado o mail
circunscrito às linhas da imaginação que se propaga na pele e leva a vontade aos pergaminhos do ser

DarkAngel:
a vontade já lá esta, sempre, e no entanto basta toque de resolução, k pode provir de algo k nos é alheio e estranho
a vontade é estranha
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
são vestes que fazem agir cada partícula para colisões que não são esperadas
DarkAngel:
sao as vestes da decisão
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
e quando se decide deixa-se sempre algo para trás
DarkAngel:
k por vezes diz mais a outra sede do k à nossa
significando algo k nos é desconhecido
mas ao mesmo tempo familiar
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
talvez esteja escondido e não se quer ver os contornos que ali estão..verdes, maduros ou a apodrecer
DarkAngel:
sim, a vontade é uma coisa terrível
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
derruba o céu e fica a escuridão visível
DarkAngel:
o k nos vale são os sopros k nos acariciam a face dando assim algum conforto perante o inevitável
que acaba também por ser um continuo de ânsia
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
isso acaba por ser mau...pq penetra e dá cabo das arestas limadas...mas por outro lado cria outros horizontes...remoinhos atrás de remoinhos
DarkAngel:
mas essa é apenas uma de muitas sensações, todas completando-se umas as outras completando um ciclo k cujo fim é o de nós mesmos
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
a verdade de existir por entre nossas paredes e cada fragmento ser engolido...tocar e sentir...expandir...
DarkAngel:
até que não somos mais do que uma esfera vazia, consumida por tudo o que nos rodeia, a não ser que a Razão se sobreponha ao sentido da Vontade
e nos reduza a uma imagem una e única
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
saber se ela está vazia ou tem pedaços de vento, é algo que sempre será uma parte que terei de escutar
DarkAngel:
os pedaços de vento são o fogo não controlado que nos leva à expansão
sao a fonte da vontade
o motor da existência são os fragmentos de vidro que avidamente a esfera consome centrando-se em si cada vez mais
até que acaba por ver apenas o chão quebrado
e os gritos de lamentação não são mais do que um mar de passado resumido a um ponto
o presente
apenas isso
nada mais
um futuro e um passado vazia
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
se vemos algo quebrado é pq algo existiu ali...só falta mesmo é saber moldar cada pedaço nas cores dos pigmentos que cada um sabe dar...faz tão bem gritar...
DarkAngel:
esse algo que ali existiu nada mais é do que a ilusão do eu
do eu que sabe o que quer, que sabe quem
é
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
saberá?
DarkAngel:
distorcido pela ânsia
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
sabe fragmentos
DarkAngel:
não espera saber, pois apenas vê fragmentos
esses fragmentos são ele próprio
distorcido pela sua visão, pela vontade
animado pela sua ânsia
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
querer e ir atrás...ir e saber que se perde algo, mas não se pode lamentar..ou poderá -se?...
DarkAngel:
a existência para alguns é um todo de lamentação
pelo que não fizeram
pelo que fizeram
ocuparam um mundo, com um nada. expectativas goradas
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
só falta mesmo é lamentar por aquilo que não fizeram
lol
esquece
só falta mesmo é lamentar por aquilo que farão
assim está melhor
DarkAngel:
pois,
e impossível fugir ao ciclo
a esfera só pode crescer
o presente nunca é imutável
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
sem limite
talvez o ciclo volte ao inicio
DarkAngel:
n, n pode, o ciclo n permite a repetição de eventos
nós não o permitimos
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
temos medo de cairmos no mesmo lado da fronteira
DarkAngel:
o medo da ineficácia é um poderoso inibidor
é a ânsia
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
criar ilusões de atingir metas e tentar cumpri-las..mas é necessário isso...
DarkAngel:
e no entanto não são mais ilusões do que a dor
A realidade é que é ineficaz
prendendo a vontade no fundo da cadeia alimentar
largando-a consoante os desígnios secretos
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
talvez um tormento muito além das expectativas...é necessário pescar em águas que nao se sabe o peixe que pescaremos...arrancar cada sonho para a realidade
DarkAngel:
e no entanto esse sonho nunca passará disso, o poder é uma ilusão
apenas temos as sensações
como um sabor que antecipas
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
é preciso voar sempre para um mundo que esteja invisível...quebrar horizontes
DarkAngel:
mas nunca esquecer as ancoras da realidade
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
são filamentos que nos ligam à terra

DarkAngel:
sao as raízes do saber
ou as correntes da vontade
como agora te é dado a perceber, a minha ânsia traduz-se na imagem
e a vontade, na realização do ser Um
DarkViolet...."Jamais interrompa o curso das águas" diz:
a questão do egocentrismo
DarkAngel:
o egocentrismo traduz-se na ânsia
o ser Um é o ser por detrás da vestes

Thursday, September 07, 2006

DarkViolet

Brilho no capuz do teu rosto
Para pronunciar o sabor dos teus lábios
Num momento que descai nas veias,
Num balanço para trovejar crinas...
Oscilações de saliva
A mergulhar em ondas de fogo,
Minha Alma espessa
Desfila nos teus pigmentos.
Lanças escorregadias dos olhos do mar
Nas conchas belas da tua pele...
Adormeço nas cavidades...
No luar transbordo em ti...
A pingar...

Friday, July 28, 2006

Convés

Cordas de remos
Degolados na madeira...aldeia...
Cheiro de anestesia
A sacrificar o fumo...
Abana o vento gélido,
No ardor árduo da saliva,
Na transparência oca, molhada nas vestes,
Ardida na devastação
Do odor do mar...

Sou eu a olhar no convés,
A sentir as penas no meu cabelo...

Friday, April 28, 2006

Agora

Despenhei o rochedo na mão,
Atropelei a janela do alçapão,
Furei de espanto o olhar,
Rasguei os dedos de mágoas...

Deixei o vento soprar,
Moldei as folhas de licor,
Toquei as cordas desafinadas,
Fiquei preso no coração...

Penetrei, Penetrei-me...
Agora dedilho os olhos do mar...
Agora a mim me tenho...
Agora...Agora...Agora...Embora...

Wednesday, April 26, 2006

Léguas

Escrevo a léguas do sentimento...
Escrevo a léguas do pensamento...
Escrevo a léguas do sofrimento...

Âncora de lodo, punhal de dor...
Cor de pessoas nas ruas,
Furadas em ausências desprendidas,
Rebolo no fundo do mar...

Escrevo a léguas do esquecimento...
Escrevo a légua do apodrecimento...
Escrevo a léguas do amadurecimento...

Monday, February 27, 2006

Cordilheira

As florestas de árvores delgadas,
Copa enlaçada no luar,
Néctares de raízes enforcadas,
Armadilhadas para amar...

Cordas de galhos enfeitados,
Na saliva de esperar,
Caminhos de sulcos atados,
Compenetrados em cada mar...

Corpos de trapos rasgados,
Não consigo navegar,
Felicidade nos baús fechados,
Dispersos remos a lacrimejar...

Friday, February 24, 2006

Contido estrondo

Recolhe-se os quadros, recolhe-se o amor,
Calor transparente, moldura carente,
Vazio despido em momento retido,
Sem folhas nas veias, contido...

Imensidão de mar que ouve,
Mergulho no vácuo ausente,
Vontade de transbordar
Permanência de sentir trovejar, estrondo...


Gemo torcido no esqueleto,
Árduo odor de perfume,
Caixote de vidro repleto
Na persistência do lume...

Thursday, November 24, 2005

Ser

Normalizo o espaço de bolas que giram.
Pego em cada uma, lanço-as ao ar.
Caiem num pântano de ervilhas.
Bolas de cor verde, em ervilhas de cor alaranjada.
Mar de saltitões que rebolam no universo de seminus.


Escuridão fina que se esconde por entre as arvores.
São longos os ramos que batem nos contornos...
São longas as ruas que movem as aves...
São longas as estrelas que se escondem...
São longos as sirenes que estão amordaçadas.

Dispo as nozes.