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Tuesday, February 13, 2007

Matraquilhos

As mãos doces tocam páginas abertas durante a guerra civil espanhola. Sons de silêncio pingam nas portas do hospital, onde na mistura de batalhas humanas o corpo repousa. A explosão tinha feito estrago na ossada mas o sonho existe sempre, nem que seja para fazer com que o esboço dum sorriso se espalhe na Alma do ser humano. Criar corpos feitos de madeira, enlaçados, fazem uma formação de estátuas vivas terem troncos de sangue, e que as mãos dão reviravoltas pondo os pés onde a cabeça está, a viagem pelos odores da exaltação. Gira em torno da imaginação, rodopia nos lábios da satisfação, a segurar singelos desejos de fintas loucas. Ouve-se o espalhar de feitiços nos momentos da essência.






Alejandro Finisterre faleceu no dia 9 de Fevereiro. Não sei se foi num dia de chuva miudinha
(Os verdes e brancos ganhavam quase sempre, e quando não venciam o sorriso dos lábios era maior.)

Monday, July 03, 2006

Harmonia

Tenho sorrisos nos meus lábios que furam as planícies das cordilheiras. As peles esticadas em sorrisos moldados, que não sei compreender como se esbatem nas lágrimas. O óbvio da natureza não o é para certos seres, que precisam de aprender a fazer do tempo, o andar para não serem comprimidos.

“A unidade, ao opor-se a si mesma, concorda consigo, tal como a harmonia que sai do arco e da lira” Heraclito

Pode a tristeza ser expressa com um sorriso? Ou estes elementos que continuam a opor-se deixarão de fazer harmonia?...Como dizem os gregos, o grave e o agudo fazem música...

Saturday, June 03, 2006

Sem sentido

Por dentro da história deixei de ter memória.
Rasguei pântanos de musgos
Por desvio de olhos ocos...
As lágrima florescem derretidas na jóia

Caem folhas, Caem folhas,
De cinzas se cobrem...
Crescem olhos, Crescem olhos,
Curvados da cor dispersiva...

Dia do Dia,
Que mia, já não ria...
Sorria quando abria e via...
Tossia nessa alegria...

Saturday, April 01, 2006

Estremeço

Cores que flutuam na mão do desassossego,
vagueiam nas passagens de visíveis luas,
ao canto do sorriso que saltita na banheira,
pelo fundo do perfume que emana das pétalas do rosto.
Mistura de pedaços que fazem saborear o tecido queimado do gelo,
a cor da rendilhada essência da tela.
Sussurrar na vertigem do seio,
cortar a plumagem num abraço,
estremeço...
Tanta emoção de pormenores num punhal de chamas,
nos lábios derretidos no infinito,
que o murmúrio troveja no coração de lagos...
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Monday, January 02, 2006

Sorriso

Noites serenas de vulcões em chamas,
acalmam na areia molhada...
Escorrem pela luzes,
espalhadas num cobertor de estrelas...

Apertos de alma num beijo de mel
Desce nas colinas, a serpentear...
Sobe no tempo, devora tempestades...
Um sorriso, dois sorrisos...