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Tuesday, June 06, 2006

Embrulho

Que escrituras são essas que estão tatuadas na tua Alma? Transparência de sons, talvez. Não tenho o nó da gravata feito, apenas a escuridão da camisa cobre o meu pescoço, por isso sou opaco nos meus troncos, coberto de borboletas nos seios. No castelo divino destes pergaminhos, rasgam as cataratas desconexas, sem saber se no íntimo da tatuagem os túmulos acordarão. Não encontro os lençóis roxos que envolvem as pestanas, só as tragédias embrulhadas de cada passo que dou.

Saturday, April 01, 2006

Estremeço

Cores que flutuam na mão do desassossego,
vagueiam nas passagens de visíveis luas,
ao canto do sorriso que saltita na banheira,
pelo fundo do perfume que emana das pétalas do rosto.
Mistura de pedaços que fazem saborear o tecido queimado do gelo,
a cor da rendilhada essência da tela.
Sussurrar na vertigem do seio,
cortar a plumagem num abraço,
estremeço...
Tanta emoção de pormenores num punhal de chamas,
nos lábios derretidos no infinito,
que o murmúrio troveja no coração de lagos...
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