Sabes ouvir o som das estrelas
a desfolharem lágrimas…
Sabes sentir os murmúrios
dos charcos…
Sabes ondular a lua
no colo…
Sabes que o saber torna vulnerável
a tua própria sabedoria…
Entranhas pecados feitos de pedaços
A sussurrar as pedras do caminho….
…geladas para ti…
…cristais para outros…
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Sunday, January 14, 2007
Wednesday, January 03, 2007
Wednesday, December 13, 2006
Pincéis

Montam cores à volta da roda,
Gira a hora sem pressa de ir embora...
Círculos dos atalhos de fogo cercam o orvalho,
Montados em sopros de pincéis,
Empedrados em chamas,
Num toque de sentidos escondidos...
Milagre oculto, fonte aberta, secreta...
Regaço abrigado, poços de mistérios,
Soalho dobrado estala na esquina...
Sons, visões, feitiços...
O espaço amplo da magia.
Thursday, December 07, 2006
Vertigens
7 facas com faces deitadas
Mirando o canto da sereia,
Tocar o som desconhecido
Da pele rasgada, aberta veia...
Demónios contemplam as fragas,
Escarpadas vertigens reunidas
O amainar inquieto da cria
No baloiçar da luz bravia
12 véus nublados...
Mirando o canto da sereia,
Tocar o som desconhecido
Da pele rasgada, aberta veia...
Demónios contemplam as fragas,
Escarpadas vertigens reunidas
O amainar inquieto da cria
No baloiçar da luz bravia
12 véus nublados...
Tuesday, November 28, 2006
Trovões Silenciosos
O som da chuva escorrega na minha mão
A salpicar orvalhados altares...
Arrepio o cabelo assediando as criaturas
Que provém do jazigo,
Embriagadas nas vestes púrpuras,
A divagar na vigília da Alma...
Deliro a cantar a fúnebre marcha
Oferecendo folhas ao meu corpo,
Nesta escada coberta de chamas.
A carne ferve nos salpicos,
Orgulhosa e contagiante,
Com cascos de trovões
A desfalecer nos lábios...
A salpicar orvalhados altares...
Arrepio o cabelo assediando as criaturas
Que provém do jazigo,
Embriagadas nas vestes púrpuras,
A divagar na vigília da Alma...
Deliro a cantar a fúnebre marcha
Oferecendo folhas ao meu corpo,
Nesta escada coberta de chamas.
A carne ferve nos salpicos,
Orgulhosa e contagiante,
Com cascos de trovões
A desfalecer nos lábios...
Thursday, November 23, 2006
Fantasias
Dobradas no dorso do céu...
Rasgadas em paisagens regadas...
As lanças nubladas florescem pecaminosas...
Ruínas de arpões encapuçados...
Repelentes olhos, armação de pó...
Garras dum caixão de perfume...
Fantasias, antiguidades, cor de ventos...
Camadas sobre mundos escondidos...
Suavidades em terramotos...
O som olvida a memória
De braço limado no véu...
A leveza fugidia...
Rasgadas em paisagens regadas...
As lanças nubladas florescem pecaminosas...
Ruínas de arpões encapuçados...
Repelentes olhos, armação de pó...
Garras dum caixão de perfume...
Fantasias, antiguidades, cor de ventos...
Camadas sobre mundos escondidos...
Suavidades em terramotos...
O som olvida a memória
De braço limado no véu...
A leveza fugidia...
Tuesday, November 14, 2006
Pêndulo
Acolheram no seio a palavra, a comédia dos sons propagou-se no ar e, entretanto no meio da balbúrdia das folhas que se espalham, existe no berço da árvore a forma duma cadeira que as raízes esboçam. Cravado no tempo as cicatrizes da casca enrugam-se, enroscam-se, as letras tornam-se impotentes e no vento que ondula em torno do tronco que penetra os sentidos, as linhas, a água, tudo escorre para o charco. O pêndulo da pintura abstracta não provoca milagres no meu sorriso. “ Como é possível haver caos no vazio?”. Embalo a ribeira dos sonhos com o olhar, deixando amadurecer a pele das pernas dentro da água estagnada. Repouso nestes segundos do dia, em que o Outono canta melodias, em que as arvores deixam cair suas folhas, em que o meu corpo se deixa aninhar ao sabor da água.
Tuesday, August 22, 2006
Sopro
As trepadeiras humanas
Tilintam com pés descalços...
Ardem nas cinzas,
Como pó a olhar
O vazio das sensações...
A Alma sente-se
Aninhada dos seres humanos.
Cada vez mais longe.
Ainda tento fazer pingar
O orvalho dos filamentos
Das nuvens...
Uma brisa, ou talvez
O som do tormento...
Sorrio nesta paisagem...
Desarrumo a máscara abafada
Com o sopro de abismos...
Tilintam com pés descalços...
Ardem nas cinzas,
Como pó a olhar
O vazio das sensações...
A Alma sente-se
Aninhada dos seres humanos.
Cada vez mais longe.
Ainda tento fazer pingar
O orvalho dos filamentos
Das nuvens...
Uma brisa, ou talvez
O som do tormento...
Sorrio nesta paisagem...
Desarrumo a máscara abafada
Com o sopro de abismos...
Wednesday, May 17, 2006
Hospício
Enigma do santo canto
Que mergulhado se encontra cortado.
Palpitar do ser plantado
Num hospício dum recanto.
Só, olhos tristes embebidos...
Pó, voz rouca em tecidos...
Dó, dos pés esquecidos...
Mó, ceifa de sons retidos...
Que mergulhado se encontra cortado.
Palpitar do ser plantado
Num hospício dum recanto.
Só, olhos tristes embebidos...
Pó, voz rouca em tecidos...
Dó, dos pés esquecidos...
Mó, ceifa de sons retidos...
Tuesday, May 02, 2006
Clan of Xymox ( 29 de Abril, Hard Club )
Dentro do som, da ferrugem,
O insaciável desejo da doçura...
Rola os caixões das notas
Flutuam as aflições...
Harmonia de prazeres
Do inferno dormente...
Êxtase regado no fogo
De ranhuras abertas...
Negros mantos
De tectos abertos ao rio,
O som lubrifica
A ALMA de brasas...
O insaciável desejo da doçura...
Rola os caixões das notas
Flutuam as aflições...
Harmonia de prazeres
Do inferno dormente...
Êxtase regado no fogo
De ranhuras abertas...
Negros mantos
De tectos abertos ao rio,
O som lubrifica
A ALMA de brasas...
Thursday, February 09, 2006
Tronco Coberto
As flores do campo adormecem na fogueira de gelo.
Os pés descalços sobem pelo esqueleto,
ouvem o toque dos sinos,
ficam retidos nas palavras doces que profanam a alma.
Os sons que dedilham as células
nas cordas dum violino,
calmante com o vento calcado.
Nos perfumes de resvalar,
tempo de pétalas,
expressão de amar calado,
a força de ser o tronco coberto.
Cordas que tocam no silêncio da pele
O som da ternura, do amor
Pinga a saudade de ti... tronco coberto...
Thursday, December 29, 2005
Som
Um som do alto das colinas sopra...
Sopra no alto para cima do monte...
Sopra sem destino...
Um som que toca nas colinas...
Voa saliente pelas fendas, cobertas...
Cobertas de musgo nas cordas...
Cobertas de chamas de brasas...
Voa saliente o mel dedilhado...
Um som voa soprando na coberta.
Sopra no alto para cima do monte...
Sopra sem destino...
Um som que toca nas colinas...
Voa saliente pelas fendas, cobertas...
Cobertas de musgo nas cordas...
Cobertas de chamas de brasas...
Voa saliente o mel dedilhado...
Um som voa soprando na coberta.
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