Tenho neve no cabelo, profunda e embriagada, metamorfose dum silêncio a descair sobre os ombros. Dentro deste conceito não recordo doutra sensação sem ser essa. Pluviosidade que marca a sensação da pele. Iludido, captei o estrondo deste descaimento. Iludido, arrastei o rasgo até ao íntimo. Iludido, tentei sonhar mais além. E dentro deste reflexo escrevo o indecifrável. Alongar o tímido olhar, desconstruído ou pautado num palco aguardado, com ou sem guarda, com mutação ou preenchido pelo preso toque.


