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Sunday, December 14, 2008

F

Estrondos de esplendor moram dentro de mim. Arrecado a visão fulgurante dos meus olhos, rebolo na pele do meu Ser, na Alma do recanto dos raios prateados da Lua, e viajo dentro da exaustão. Feitiço das recônditas chamas povoam fragrâncias de germinações, o jardinar da alucinação vigorante, solidão embriagada com fulgor. Retorna a iluminação do Ser demoníaco, dança de teclas construídas no telhado coberto de pétalas. Colher o aroma a deflagrar no coração, silhueta abissal do verter único da essência. Espírito brilhante do renascer chega até ao teu dia Demónio, até mim...Saboreio-o sossegadamente, enrosco-me com o feitiço do meu dia; Parabéns DarkViolet!!!

Wednesday, December 10, 2008

Fe

Helicoidal falésia a despedaçar a sinfonia... Brutal apocalipse que aconchega o pingar...A ponte brota a fonte, desespero e agonizante desejo de chamas a incendiar a vastidão das profundezas. Rostos cobrem o feitiço duma altitude desesperante para invadir o culminar do encadeamento das lágrimas até à esperança. Banquete da reincarnação, ritmado na agitação das cordas do violino, colhe todo o detalhe das festividades.

Monday, December 08, 2008

Fei

Inevitabilidade do último suspiro sabe sempre a infinito. Assim são as escadarias do feitiço; um rendilhado de veludos sempre a elevar-se em turbilhões excitantes. O balançar de cada subida ou descida, rasga o êxtase em fragmentos ínfimos de silhuetas, a santificar o inferno para dilacerar as teias. Os únicos Seres da purificação agrupam-se nos remoinhos deste prazer, dobrando, alinhando os pós, até o canto dançar sobre a viagem da pedra decorada, esculpida.
Quem arremessa o cordão à escuridão da ressurreição?
Se nesta divagação houvesse escadas, o cego não necessitava do cordão. O vislumbrar do arremesso poderá ser o incomparável desejo infiltrado nas masmorras.

Friday, December 05, 2008

Feit

Quando a manta chega junto das estrelas do inferno, importa sentir o permanecer dos uivos incessantes, mergulhos de palpitações vibrantes. Não é qualquer Ser, não é qualquer folha de fumo da natureza, nem o raio fulminante que do acordar do alvorecer sabe o seu ardente gemer; será somente a virgem das purezas loucas a permanecer na cinta da vitrina recolocando pós no socalco dos remoinhos.

Espalhadas vertigens são trilhos dos viajantes...
Colheita de pó feita pelo véu...
Colheita de sementes feito pelas folhas...
Espalhado odor mistura a Alma...

“A vida é queimar perguntas” Antonin Artaud

Wednesday, December 03, 2008

Feiti

Captar o labirinto a desfolhar a visão dos lagos pingados. O momento estagnado de prazer acolhe os fios debruçados, suspiro frustrado de raios humedecidos a reflectir. Desdobrar o tempo, retalhar o pó, florescer o calor emanado pela terra. Transpiram curvas na envolvência dos troncos cruzados, nuvens embaladas pelo toque entreaberto da chuva. Os ninhos de janelas são contagiados no encantamento das folhas caídas, coloridas de gemidos acastanhados amarelados.
Mistura destas cores difundem-se manipuladas por um feitiço do inferno. Os Seres abraçam perversões ligadas à natureza, repetindo a sequência até à eternidade se tornar o apogeu do fogo.
“Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, construiu, ou inventou senão para sair do inferno” Antonin Artaud

Sunday, November 30, 2008

Feitiç

Torrencialmente a Alma deseja ser fiel à difracção, visão mágica transferida para a visão do chamamento. Nítido arregaçar dos dedos sobrevoa as cores deflagradas, a rasgar a pluviosidade do inferno incandescente. Ilhas de assédio descaem num brotar fresco, num brilho mergulhado no lume fantasma. Com o alcance da energia as sombras alegram manchas fascinantes, pecam para preservar a suavidade. Camadas de explosões criam faíscas esmigalhadas, cantos que chegam para florir o feitiço da vegetação sangrenta dos desejos; cascatas do olhar transparente feito à medida do horizonte. As silhuetas deslocam-se abruptamente ao sopro do licor de cada gota tornando inalcançável a corrente devastadora.

Thursday, November 27, 2008

Feitiço

Miragem escondida. Quem descobre os labirintos da própria imagem encontra o fogo do seu sustento, vertente aberta para a observação e da imperceptibilidade das folhagens. Descaem gotas agradáveis à sensibilidade, solidão que acolhe a própria solidão. Baús do acolhimento sobrepostos em correntes de lava, reutilizando amostras de belezas colhidas com as mãos dedilhadas. Fragrâncias recomendam o uso das fragrâncias, ciclo contagiante da partilha. Refrescar ingredientes na escuridão, usar dentro do caldeirão, espalhar no fôlego da pureza adquirida.
Assim o começo do feitiço entrelaça-se à volta dum remoinho, colocando a suavidade do altar no por do sol. Ouve-se a rua a desintegrar fulminantemente à pressão da respiração.