
Recortes rendilhados, agarrados aos suspiros das esquinas sobrevoam a cidade, a dor dilacerada acomoda-se ao vento tocando a sinfonia dos pés. Ritual acariciado com brandura, dança a borbulhar envolvendo pedidos de verdejantes galhos, assim os pedaços da Primavera envolvem o Ser. Rasgo que sobe nos olhos, deixa a marca sublime das folhagens em alergia, doce toque cantado com o ardor dos pés. Janelas de vielas espalham mistura na dança dos olhos, remoinho a tremer a luz.