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Thursday, May 01, 2008

Janela

São portas de janelas, aquelas que cobrem o veludo. Perceptível à transparência o massacre das sensações torna-se uma masmorra, uma cor destilada sobre a cruz. A voz que alimenta a insanidade ecoa em profundezas, rasga a Alma, deixando imperturbado o calor da pele. Ténue sopro enlouquece a porta de janelas.

Tuesday, March 18, 2008

Calor

Calor da escrita...
Servente dos desejos, o cego rosto
Cobre o guarda chuva;
Da chuva muda
O decaimento das rochas estremece...
Densa as cicatrizes resvalam
O dedilhar do ar puro,
Da varanda despida,
Do telhado molhado.
Mar além da imaginação,
Povoa o segredo da paixão.
Enroscar o pergaminho de teias.
Calor da Alma...

Saturday, December 15, 2007

Calor do Ardor...

As folhas brancas pintam as telas dos heterónimos, enquanto as vozes salivantes de pensamentos sulcam o armazém dos sons. Na plateia o folhar dos jornais esboça uma curiosidade do entreter os olhos. Nos camarotes o visionamento dos duetos penetra o ardor dos toques embalados. Seres estranhos com sonhos acalentados. Paisagens dos escorregamentos delicados.
Cânticos sussurrantes desafiam patamares escaldantes, o desassossego cativante da mistura.
Até que chega a entrada dos heterónimos, e da mulher com fôlego. A escuridão abraça o louco dançar, da embriaguez louca de despir. Enrosca-se o calor, e abandonado ao estímulo de sentir as mãos, rodopia-se um vagaroso abrasar da Alma. Detido neste aprisionamento da liberdade o deslizamento enrola profundos desejos ao expender o infinito até à pele. O deambular das brasas seduz raios flamejantes, arcos de paixão, sensações de emoções a dilacerar as teias das veias.
Dedos que trespassam as flores vestidas, dedos derramados no vulcão. Inferno do baloiço a escrever o prazer, a rabiscar florestas de sonhos flutuantes, a endiabrar um pulsar sensual... Do ardor gemem lábios... Do calor ardem rios...Desejo forte do aquecimento íntimo...

Wednesday, April 12, 2006

Ardor

Estrelas de crateras
A olhar o ardor,
Nas chuvas severas
Brilha o calor...

Bolha de sabão flutuante
Na noite a tilintar,
O rasgar viajante
Da chama lunar...

Film...Clim...Trim...
Plim...Strim...slim...
Brasas dos braços de gelo ardente
FullMoon Madness!


Monday, February 20, 2006

Ausência Divina

Sinto-te dentro de mim,
Sinto a tua ausência,
Nas margens dos rios,
Nos sulcos das danças,
Nas telas de esboços.

Sublime calor que não é miragem,
Profundos cabelos de chamas
Na desordenada raiva da folhagem,
Ouvir a saudade
Da felicidade, esperança que esvanece...