Atordoado numa faísca de chuva,
Cinzeiros de fogo abrem artérias,
O cérebro congelado fura,
Infectado de dores de cabeça...
O corpo a cair num pesadelo
De visões, alucinações...
Matéria de veias desarticuladas
Aconchegadas à chuva...
Quebradiços ossos que flutuam
Regelo, aqueço, evaporo...
Mergulho no desespero
Num estado de embriaguez...
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Thursday, April 20, 2006
Monday, April 03, 2006
Calafrio
Rasgo a pele da manhã
Entrelaçado num suspiro,
Levanto os ossos pendurados
Deixo a poeira voar pelas veias...
O sol arde na transpiração,
No fogo húmido de esperar,
Expectativa da tarde,
Das horas, um toque, um retoque...
Medo, calafrio, estremeço...
Arrepio de febre...
Espinha dócil
De olhar o mel...Amo...
Entrelaçado num suspiro,
Levanto os ossos pendurados
Deixo a poeira voar pelas veias...
O sol arde na transpiração,
No fogo húmido de esperar,
Expectativa da tarde,
Das horas, um toque, um retoque...
Medo, calafrio, estremeço...
Arrepio de febre...
Espinha dócil
De olhar o mel...Amo...
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