Círculos enroscados numa superfície estalada, sobrevoa o tempo da imaginação. Chegam as folhas juntas dos gritos, escavando o corpo na tortura mórbida das tocas, e no desespero do labirinto o cabelo enlaça-se nos troncos rígidos.
Uns escalam muralhas, outros preferem poços, até sulcam campos devastados pelas inundações. Mascaram-se de lobos, sem puderem almejar à criação; vestem-se com cores mutiladas de violações sem se aperceberem do precipício; correm desalmadamente sentindo a ousadia da vontade com as mãos atadas às fogueiras frígidas; tiram imagens para a posteridade, fabricando um conto do qual ninguém pertence ao ser; afundam-se sem tocarem o infinito, ou tocarão sem eu o conseguir entender…
Uns escalam muralhas, outros preferem poços, até sulcam campos devastados pelas inundações. Mascaram-se de lobos, sem puderem almejar à criação; vestem-se com cores mutiladas de violações sem se aperceberem do precipício; correm desalmadamente sentindo a ousadia da vontade com as mãos atadas às fogueiras frígidas; tiram imagens para a posteridade, fabricando um conto do qual ninguém pertence ao ser; afundam-se sem tocarem o infinito, ou tocarão sem eu o conseguir entender…









