Ó Santa traz as teias
Na mistura do holocausto
Ó Santa do devaneio traz a loucura
No caldeirão das faíscas
O caos dos relâmpagos
Capta a fonte no suspiro
Ó Santa, Ó Santa, Ó Santa
O Crucificado toca o pássaro da lareira
Dilacerado sobre o manto do hospício
Com o céu em fogo encaminha a insanidade dos cegos
Para o barco dos fantasmas
Santa do Aleluia, Santa do Aleluia, Santa do Aleluia
Afunda a Onda, Afunda os Náufragos
Thursday, January 07, 2010
Monday, December 14, 2009
Parabéns DarkViolet
Medo a deambular toca a vastidão, faz tremer o corte inquieto. Estremece o fluxo do olhar, desce na fuga do impossível, desassossegada forma ajustável ao pautar do caminhar. Trilho na esquina morde o suspeito em círculos, teatro da cortina esfaqueada. Reage a provocação no labirinto, fumo toca perplexos rostos a pingar o infinito, em que tudo fica dedilhado no íntimo dos filamentos. Pernoitam os números, galhos da cruz das incógnitas despem-se no segmento do suspiro.
Saber ler o mundo no desespero do mapa da simbologia é a maior questão do Ser. Quanto se ouve o gaguejar do estremecimento esticando o perfume do puro instinto na hilariante mistura dos fantasmas, a Alma perfura o alarme desorientado. São os gritos da essência do Ser a pintar o palco com trovões, envolvendo a nudez para manipular o esvoaçar do ninho. A moradia das asas é o sopro da inconstância por isso o mergulho são telas misturadas ao acaso do destino, esmigalhar fervente da frincha do vento. Pestanejar o ardor das nuvens dentro da montanha cria a frenética caça dos salpicos, aí apanho os suculentos trovões dos fantasmas e esboço a minha própria árvore do qual cavalgo como um louco nos galhos, agasalhado nas folhas recortadas no Inferno das tempestades. Ondulações uivantes...
Saber ler o mundo no desespero do mapa da simbologia é a maior questão do Ser. Quanto se ouve o gaguejar do estremecimento esticando o perfume do puro instinto na hilariante mistura dos fantasmas, a Alma perfura o alarme desorientado. São os gritos da essência do Ser a pintar o palco com trovões, envolvendo a nudez para manipular o esvoaçar do ninho. A moradia das asas é o sopro da inconstância por isso o mergulho são telas misturadas ao acaso do destino, esmigalhar fervente da frincha do vento. Pestanejar o ardor das nuvens dentro da montanha cria a frenética caça dos salpicos, aí apanho os suculentos trovões dos fantasmas e esboço a minha própria árvore do qual cavalgo como um louco nos galhos, agasalhado nas folhas recortadas no Inferno das tempestades. Ondulações uivantes...
PARABÉNS DARKVIOLET
Wednesday, December 09, 2009
Trilho da Beleza
Onde se encontra a beleza dos sentidos? A facilidade de encontrar certos patamares depende da ocasião insensata. Dá-se um espirro, tudo à volta fica atormentado. A fertilidade da imaginação pode esboçar toda a tela sem aí conseguir pintar algo que lhe possa fazer algum estado escandalizado. São os acontecimentos provenientes do encontro de cruzadas vivências que provoca a beleza dos arrepios. Uns vão-se, outros não existem, outros não se querem ver, uns misturam-se… Como certos frutos dão aquilo que é essencial para extrair a beleza dos sentidos, o trilho dá e estabelece a ligação ao complemento.
Tuesday, December 01, 2009
Carruagem Branca
Vagabundo dos ossos partidos encontra-se na branca carruagem com as teias do destino. Invisíveis os olhos debruçam-se no fumo a triturar o tempo, esmiuçar o vagaroso toque. Não se sabe a semana, o mês ou o ano das divagações, somente o círculo fica abraçado ao poço. A chave do prazer está nos remoinhos das danças, enquanto os acontecimentos deixam a ferrugem estalar, a carruagem escorrega na linha; teias separadas dos ossos, ossos encontram-se junto à correria da carruagem à beira da corrente do rio. A velocidade galopa incessantemente, pecaminosa no desassossego onde o silêncio perturbante geme de aflições. Voa o vagabundo, voa a insensatez dos sentidos, desmorona-se a carruagem, não se encontra vestígios das teias perdidas. Pedaços escondidos às tentações dos labirintos ficam estilhaçados ao destino, morte prematura na visão do sonho…
Wednesday, November 25, 2009
Danças de Outono
Dançai folhas dentro da ventania onde estais abertas às sensações. A serenidade rompe em furacões de entrelaçados olhares para escutar os galhos a despirem-se. O orvalho do frio deixa seu manto espelhar-se, a brincar com as cores, a aquecer os últimos refugiados. Existe na mistura o contágio de ouvir os raios romperem entre as nuvens, flagelar a natureza, e saírem num descanso mórbido de preguiça. Todo o Outono se levanta, cantando múltiplas sintonias que a ampulheta não esquece.
Imagem retirada da internetSaturday, November 21, 2009
Punhais de Lava
Naquela casa onde habitam os surdos da memória foram colocadas chamas na escadaria esquecida. Na madeira esculpida o desacerto do eco compunha o tilintar. Nos arredores existiam unicamente tascas, onde a única bebida consumível era feita de língua envenenada de um animal desconhecido, só se sabia quem o fornecia aos donos das tascas; um vagabundo vestido de negro, do qual os cabelos se enrolavam no seu próprio tronco do corpo e da sua unha pingava tinta. A escuridão da noite misturada com o nevoeiro brotava trovões da fonte da aldeia, e de lá germinava subterrâneos de veias. Punhais ferrugentos caíam do céu a dilacerar os corpos; dentro deles saía o odor do vinho fervente, a imagem da lava encadeada em licor de… língua envenenada.
Imagem retirada da internet
Thursday, November 19, 2009
Muralha dos Excluídos
Existem muralhas nas numerações escaladas das incógnitas. Os perfumes são batimentos infernais nas paredes dos séculos, interdito ao mergulho do silêncio, proibidos ao sufoco esquartejado da libertação. Se o cálice sentar junto dos enigmas os ilimitados círculos viram os trovões do avesso, por isso os mortos provam de si dentro das sepulturas das viagens. Quando cavados as assimilações do destino os remoinhos dos estrondos devoram a aridez, cambaleiam em furos incessantes, impossíveis de serem entranhados aos alicerces dos subterrâneos. Os gritos uivam em cada número visível, codificados na miragem do nevoeiro, enterrados na indelicadeza da dor, enquanto os labirintos das muralhas apanham a recapitulação do excluído.
"Muralha à Maresia (Fajãzinha da Alagoa, Agualva)"
Wednesday, November 18, 2009
Cavaleiros do Fogo
Os cavaleiros do fogo sentem os corredores dos odores. Colocam as folhas no balanço das notas do vento, onde pernoitam o massacre do pó. Na agitação das filhas a existência das masmorras sussurra a malvadez da mistura, grades de escadas arqueadas para saltitar na Lua do Outono dedilham as chamas com a linha a desequilibrar o orvalho; os momentos das crinas libertadas ao fogo fazem com que as folhas estejam no tom despido, Outono de veias que a emoção circunda a imóvel perdição da nudez das árvores.
Imagem retirada da net
Sunday, November 15, 2009
Filhos da Alma
Guilhotina a sangrar na sombra como duma linha invisível fosse, melodia da qual os olhares cruzados cantam sinfonias dedilhadas ao pingar. A família sente o odor impregnado; toda a pele estremece perante o vazio; o palco é os olhos esquecidos. Agora resta saber como conceber uma peça que junta o algoritmo desprovido de alguma sanidade. Por mais pedaços materiais que podem existir, a caixa é composta por uma substância que é destilada pela guilhotina, absorvida pelo pingar, recolhido pela sinfonia. Tira-se a ausência, obtêm-se a Alma.
Algures na cidade de Paris
Saturday, November 14, 2009
Esqueleto
Onde se encontra o interior da Alma dum esqueleto?
A resposta está nos corredores inalcançáveis que a embriaguez das tempestades colhe, por isso os pincéis do tempo fazem parte do devaneio das criaturas demoníacas que sabem onde penetram, e de lá rabiscam os seus sulcos de intimidades.
A resposta está nos corredores inalcançáveis que a embriaguez das tempestades colhe, por isso os pincéis do tempo fazem parte do devaneio das criaturas demoníacas que sabem onde penetram, e de lá rabiscam os seus sulcos de intimidades.
Algures na cidade do Porto
Tuesday, November 10, 2009
Puro Vento
A Alma é rasgada no Outono, no corredor empolgante das ventanias. As folhas virgens abrem-se à mistura fervente, o manto enlaçado das telas gemem, a vida brota em faíscas saboreadas pelos loucos insanos. Na ferrugem dos castanheiros o nome do vento desdobra o horizonte, das costas inflamadas ao dorso orvalhado, ao instante sentido no posterior anterior momento.
Dança o toque das madeiras assombradas nos dedos embebidos de licores, cada sulco de tempo é misturado naqueles que perante a fonte sabem escutar, entranhar as gotas do fluxo, visões alucinantes dos Seres inquietantes com o transbordo da leveza.
Dança o toque das madeiras assombradas nos dedos embebidos de licores, cada sulco de tempo é misturado naqueles que perante a fonte sabem escutar, entranhar as gotas do fluxo, visões alucinantes dos Seres inquietantes com o transbordo da leveza.
A pontiaguda inocência é a Alma rasgada, ouçam.
Monday, November 02, 2009
Lágrimas Lunares
A terra queimada pela sombra rejuvenesce os vales selvagens das montanhas escarpadas, curvas delineadas em vertigens apocalípticas no vértice do império das noites lunares. Turbilhão de mantos a uivar gritos velozes, trepam pelas silhuetas das danças até ao sussurro dedilhado da metamorfose, violações incessantes ao compasso da Lágrima entranhada.
Saturday, October 31, 2009
Carpinteiro
Quando o carpinteiro da água benta soletra as folhas no buraco do tempo rasgado, existem masmorras a descair na Alma dos ausentes. A madeira está misturada nos filamentos do corpo, ranger das badaladas tritura o espaço das veias pintadas. Sente-se a vertigem dos ponteiros laminar o entrelaçar do voo das portas, abertura do qual a respiração escuta a cadência da sensualidade. Murmúrios infiltrados nas telhas decorram o momento das gotas aflitas, aquele fluxo embalsamado.
Monday, October 26, 2009
Dead Train
A locomotiva dos mortos é cega no seu trilho. Cada galope serpenteia o desconhecido, além da imaginação do esboço encapuçado. Não há fuga possível dentro das masmorras; os corredores caçam o pó; o pó degola os números; os números ficam perturbados na alucinação enigmática. Encontra-se uma brisa no céu, cada nuvem provoca gotas de sangue, murmúrios subtis a gemer os olhares cruzados das grades; apertado laço dos mortos sobrevive as explosões.
Nas profundezas, os Seres sentem-se enforcados, uma agonia a triturar o galope da locomotiva num incessante respirar de um palco inacabado.
Nas profundezas, os Seres sentem-se enforcados, uma agonia a triturar o galope da locomotiva num incessante respirar de um palco inacabado.
Thursday, October 22, 2009
Abismos de Sons
Baú cheio de frascos
Tsimmmmmmm (Prolongado)
As pétalas no orvalho das serenatas,
A vastidão rouca grita no caos
Pim (Profundo)
Ensurdecedoras grades da liberdade
Dentro dos refugiados,
Inalcançável Poder da criação
Pim Pim Pim (Gota sonora)
O abismo emocionalmente perdido
Nos toques do infinito
Serpenteia a captação selvagem da lava
Slim Raspim Slim
Tlim Tlim Tlim (Sino uivante)
Fluxo de sinos a pingar o terror das Almas
Sons uivantes a ruminar relâmpagos
Chaplim Chaplim Chaplim (Toque no charco)
Tsimmmmmmm (Prolongado)
As pétalas no orvalho das serenatas,
A vastidão rouca grita no caos
Pim (Profundo)
Ensurdecedoras grades da liberdade
Dentro dos refugiados,
Inalcançável Poder da criação
Pim Pim Pim (Gota sonora)
O abismo emocionalmente perdido
Nos toques do infinito
Serpenteia a captação selvagem da lava
Slim Raspim Slim
Tlim Tlim Tlim (Sino uivante)
Fluxo de sinos a pingar o terror das Almas
Sons uivantes a ruminar relâmpagos
Chaplim Chaplim Chaplim (Toque no charco)
Thursday, October 15, 2009
Monólogo
Quando na fronteira das mesas redondas os olhos cruzam murmúrios, existe a inquietação dos caracóis num deambular fumegante das acções. O sopro do instinto consegue perfurar o algodão salpicado, em infinitos instantes, em efémeras gotas ardentes. Consegue-se aos poucos vislumbrar a chama do sossego, a conversa do silêncio com ele próprio, o bater dos raios fulminantes na dobradiça das rodas esvoaçantes. A carcaça do tronco esbelto dedilha mantos na casca dos ponteiros, pousados nos berlindes coloridos da mente.
Por isso cada veia do Ser jamais está mergulhado num monólogo, alimenta-se e sacia-se sempre do labirinto na borda selvagem das pontes com as correntes de licores escavadas ao relento da nudez.
Por isso cada veia do Ser jamais está mergulhado num monólogo, alimenta-se e sacia-se sempre do labirinto na borda selvagem das pontes com as correntes de licores escavadas ao relento da nudez.
Imagem tirada da netWednesday, October 07, 2009
Rezar
Ontem à noite comecei a mudar de religião, duma forma brusca para o qual pensava que só poderia acontecer a uma hora incógnita, mas aconteceu às 22:33. Nesta súbita mudança de minutos não poderia suster a respiração devido ao raio que me atingiu, esta metamorfose irreversível de que nem a fé concentrada na minúscula área adjacente ao fio da barba branca teve alguma importância. Esta fé que me catapultou para um patamar de oração à árvore do óbvio destilar do significado do além, um deslocamento proveniente das subtilezas para chegar ao desconhecido cambalear dos sentidos. Rezo agora em cima da nuvem no inferno do sossego, onde a religião que cativa os poros dos gemidos é o nevoeiro, a própria invasão do brotar.
Wednesday, September 30, 2009
Carroça de Cordas
As portas estão manipuladas por cordas invisíveis, daquelas feitas de licores roxos envenenadas, tão saborosas que se abrem com a ventania do dorso das escadas. Incompreendido pela memória, o abre-latas chove poeiras sobre o papel, som entretido aos rascunhos das sementes do além. A carroça prepara-se com a tremenda vontade de a encher com magias, e com aquelas estaladiças divagações que fazem os sorrisos serem o palco dos voos saltitantes.
Imagem tirada da net
Tuesday, September 22, 2009
Ferve Outono
Sopro das folhas despidas corre no manto das mais belas cores. Dentro delas existe os fumos dos remoinhos a fazerem danças, badalam os sinos arrepiados na cordilheira, onde a rudeza dos seus vultos amaciam o gemido da leveza. Nos rasgos do Outono ferve sempre o odor enlaçado dos sons virgens, a água penetrante rega o último sumo das frutas, enquanto o licor das pétalas geme dentro dos troncos nublados de orvalhos a sua vontade de enlouquecer por entre cogumelos a esventrar o molhado saltitar dos pássaros.
Esta essência estremece o vento até ele sulcar rabiscos da ribeira por entre colinas desconhecidas aos olhos, mas entranhadas aos sentidos. Na mistura aponta-se para as estrelas para elas deixarem cair seus filamentos no perfume da Alma, no caos das silhuetas.
Esta essência estremece o vento até ele sulcar rabiscos da ribeira por entre colinas desconhecidas aos olhos, mas entranhadas aos sentidos. Na mistura aponta-se para as estrelas para elas deixarem cair seus filamentos no perfume da Alma, no caos das silhuetas.
Tuesday, September 08, 2009
Oxigénio para o Génio
Pegar fogo na fotografia do desconhecido, pendurar as cinzas no orvalho da manhã incógnita. Enquanto se ouve o repouso dos pássaros no horizonte o mergulho da aurora canta melodias, reunindo cada pétala do orvalho soletrado. Parece o ciclo dos fogos:
Oxigénio para o génio
Destilação para a oração
Oxigénio para o génio
Destilação para a oração
Oxigénio para o génio
Destilação para a oração
Oxigénio para o génio
Destilação para a oração
Oxigénio para o génio
Destilação para a oração
Oxigénio para o génio
Destilação para a oração
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