Abraçai sempre as vossas essências...
Galeria de Manoel Soares de A. Neto - Pássaro nos Galhos
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Foto da capa do livro, A Iniciação de Didier Comés, tirada da net
Bonsai Por Walter Paul
Galeria de Paul il Ramingo
Alan Jaras - Light Photography


Tanta coisa mal feita, mas algo que continua a confundir é que ninguém sabe nada fora das suas competências. Se perguntar como se faz uma cama a uma enfermeira, ela não sabe. Se perguntar à enfermeira que género de operação existe em oftalmologia, sendo enfermeira nessa zona, diz logo que isso é competência do médico. Se perguntar ao médico onde são a ambulâncias, nunca as viu por isso não sabe. Agora quando acontece isto, eu tenho que ficar ainda mais pasmado:
“A médica fala com a enfermeira. Depois o paciente pergunta à enfermeira sobre entregar relatórios antes do internamento, do qual ela diz que não é competência dela. Ela consegue pensar um pouco e diz o seguinte comentário:
-Sim é comigo que tem que dizer esse tipo de coisas, mas mais tarde, brevemente.
Não vale a pena dizer que esse brevemente demorou 3 horas”
Nada mais correcto do que esperar junto ao gabinete das enfermeiras e verificar o que acontece por lá. Discute-se a capa da playboy Portuguesa, a votação do concurso de cães, se o telemóvel tem o cartão a funcionar bem ou mal, se na novela Y o que terá acontecido… Enquanto os pacientes se entregam às dores, sem uma justificação de como podem ser acalmadas.
Não entendo a educação de certas pessoas. Alguém trata alguém por querida ou querido se não conhece a pessoa? Há enfermeiras que tratam, mesmo tendo ao seu dispor documentos dos quais podem saber a identificação das pessoas. Existem funções que as enfermeiras deveriam saber, e a igualdade de tratamentos esquecem. As pessoas não estão internadas porque querem, mas sim devido a precisarem. Se não houvesse doentes, não havia hospitais e os resultados que traria para a classe operária lá existente. E a pergunta legitima, é porque essa classe operária hospitalar se acha superior ao doente que precisa de cuidados?
Teria muito mais para relatar, deixando uma nota: existe sim alguns bons funcionários no HGSA no sector de oftalmologia, a maioria deles é de uma insensibilidade atroz com lacunas de má educação, falta de respeito pelo próximo e pelo seu dever de profissão.
P.S.: Quem alguma vez for internato no Hospital Geral de Santo António (HGSA) no sector de oftalmologia não lhe darão água engarrafada, e dirão ao paciente na sua maneira tradicional para se dirigir à torneira mais próxima. Facultam um copito. Claro se o paciente tiver a delicadeza de perguntar se tem agua disponível, se não o fizer terá que descobrir pela seca que os lábios terão ou da solidariedade das outras pessoas internadas… É natural ouvir uma animada conversa dentro de qualquer gabinete, e neles terem ventoinhas para os funcionários enquanto na sala de espera não existe nada para regular a temperatura. A diferença é que nesses gabinetes terá no máximo 3 / 4pessoas, enquanto na sala de espera umas 50 ou mais…
Se por acaso alguém for fazer lá uma operação com um médico X, não quer dizer que não seja o médico Y a fazer, e o médico Z a ter feito a consulta antes da operação. Tal aconteceu, tal acontece, tal acontecerá. Agora é preciso ter fé que os médicos saibam documentar, ler e interpretar relatórios. Uma justificação de escreverem de forma tão ilegível será para que outros médicos não reconheçam o que está escrito? Provavelmente, nunca se sabe…
Nesta brincadeira anual, este ano estive muito mais perto do resultado final, aliás acertei no primeiro lugar da Finlândia somente devia ter pensado com a tabela virada ao contrário, como o segundo é o primeiro dos últimos a Noruega ficou na posição que seleccionei, enquanto a Estónia voou com os violoncelos.
