Monday, May 17, 2010

PPP

A cor púrpura dos céus escolhe os seus obreiros através das gotas. Elas caem, esventradas no esfaqueamento da escuridão, mudadas de cavernas para os altares dos precipícios. Resta a permuta caótica a despedaçar os momentos fulminantes para que sejam acolhidas na melodia do fogo.
Assim se faz a sombra do destino quando mergulhado no sabor do vento. As gotas irão partir segundo o seu trilho, na aventura louca de abrir um rumo ou simplesmente dar brisa à Alma. Absorver o Ir, embrulhar o ardor com o gemido da palavra. Partirei a saborear o desconhecido enigma da aventura. Dia 27, Porto – Paris – Praga, a linguagem do P.

9 comments:

Frankie said...

Boa viagem; que mais posso dizer-te?!

:)*
Que os ventos do destino te sejam propícios...

Olhar Meu said...

Tenta manter aquilo que renasce em ti durante o maior tempo possível. Fico aguardar pelo regresso e que tragas muitas novidades para partilhar connosco.

GBjo
Fatima

tst oproprio said...

Põrra pá Pôrra
Ponday,
PPP


A cor púrpura dos céus avança no seu encalce
não escolhe seus obreiros pois não os tem, não convoca nem expulsa
feiticeiros nem magos
expande-se e apaga-se na sombra da noite


através das gotas que avançam ao longo das escadas do kosmos, elas sobem, acompanhadas pelo som do esventradamento do mundo, no esfaqueamento da terra da escuridão e da luz,

mudadas de cavernas para os altares dos precipícios.vácuos de palavras

da melodia dos fogos soou a última badalada
resta a permuta caótica dentro da tal boca cavernosa onde estavam os precipicios ou os prepúcios
já que isto tá cheio de nus
a despedaçar os momentos monotonos com fulminantes ocasos das escuras fronteiras de aquáticos insectos para que sejam acolhidas na morte...apoderando-se de biliões de grãos de areia e projectando-os para a noite

Assim se faz a sombra do destino quando mergulhado no sabor do vento, que se apoderou de milhões de folhas de todos os feitios cores e formas engoliu-as na direcção do novo dia

As novase velhas folhas irão partir segundo o seu trilho, na aventura louca de abrir um rumo ou simplesmente dar brisa à Alma. Absorver o Ir, embrulhar o ardor com o gemido da palavra e o vento soprará e arrancará essas folhas novas e velhas..

claire raksana mahorgol said...

apoderou-se de biliões de folhas de todos os feitios cores e formas e engoliu-as na direcção de um novo dia
e durante o dia o vento soprou e arrancou folhas novas e velhas..

Por que você faz poema? said...

O baú está mesmo cheio?

Frankie said...

Que partas como o "solitário, dotado de uma imaginação activa, sempre viajando através do grande deserto de homens", descrito há quase dois séculos atrás, na cidade-luz, por uma dessas Almas que se tornam imortais pela Palavra...

:)*

Miosotis said...

... eu achei linda esta tua missiva de pré-anunciamento de viagem: Porto-Paria-Praga-Porto... faltou o 4ºP!

'A sombra do destino mergulhada no vento'... fará com que sintas as fragrâncias do mar e queiras regressar!

Apenas se parte para 'dar brisa à Alma', e por vezes...

DarkViolet said...

Frankie:

A viagem correu bem, obrigada. A sombra do destino voou espaços mágicos até perto do infinito


Olhar Meu:

Germina sempre novos contornos, basta o Ser se aventurar no trilho. As novidades fazem sempre telas com silhuetas de esboços


tst oproprio:

Nem sei o que hei-de dizer. Mas isto parece uma sopa do post. Uma forma criativa do além?:)

claire raksana mahorgol:

e assim se faz o apoderar das sensações das viagens, sempre guardando o ca´lice par ser sorvida na altura divina

DarkViolet said...

Por que você faz poema?:

Quando se está na encruzilhada das pontes isso acontece, mas há sempre espaço para o preencher mais


Frankie:

A imaginação faz parte do meu Ser. Se nela não navegar o labirinto torna-se-á cinzas


Miosotis:

Nunca se deve anunciar antes o regresso, nunca se sabe se o Ser fica a colher pétalas pelo caminho. O mar é um símbolo mas existem coisas que fazem mais falta. uma delas são os passaros.
Há brisas que por vezes são ventanias de sabor a tempestade