Thursday, January 17, 2008

Soprar ao Vento

O terror dos olhos foge,
Num Sopro,
Num desassossego.
Arranhar a paixão da cova ao caixão...

Forte som embriagado desce colinas de neve...
Cego ou seco...

Perfume de balas cobre o rosto.
Esfaqueado pelo gelo,
Coberto de fracturas de Alma.

Trovões abrem sepulturas
Do manto de sangue para o altar.
Corredores da escuridão
Povoados de solidão,
Rasgados com a humidade do prazer...

Silêncio fúnebre...
Medo,
Audácia,
Êxtase...

Odor do desejo penetra a suavidade.
Língua embala a vastidão do suspiro.
Reflexo do comboio despedaça o tempo.
O enlaçar do Amor...

Olho de voz aterrador respira ao compasso dos sinos.

Tenho os cabelos ao vento...
Longos até onde o veludo toca o seio.
Rasgas-me o coração?

7 comments:

un dress said...

não:

espreitar docemente

o coração.

a ber to.




.beijO

Miosotis said...

Um poema muito 'descompassado' como são quase sempre os teus escritos 'negros', mas neste encontrei algumas versos de sensível beleza!

Mantive-me afastada de tudo por razões que conheces...

DarkViolet said...

un dress:

Tonalidades suaves ou selvagens...


Miosotis:

Com um passo incerto...um ritmo parado ou cavalgante...
A única razão que conheço é apreciares estar só ou quereres manter-te na solidão

Twlwyth said...

Rasgo. :)

DarkViolet said...

Twlwyth:

Arranhar ou arrancar?:)

Twlwyth said...

Dilacerar. :)

DarkViolet said...

Twlwyth:

Dedilhar:)