A Alma é rasgada no Outono, no corredor empolgante das ventanias. As folhas virgens abrem-se à mistura fervente, o manto enlaçado das telas gemem, a vida brota em faíscas saboreadas pelos loucos insanos. Na ferrugem dos castanheiros o nome do vento desdobra o horizonte, das costas inflamadas ao dorso orvalhado, ao instante sentido no posterior anterior momento.
Dança o toque das madeiras assombradas nos dedos embebidos de licores, cada sulco de tempo é misturado naqueles que perante a fonte sabem escutar, entranhar as gotas do fluxo, visões alucinantes dos Seres inquietantes com o transbordo da leveza.
Dança o toque das madeiras assombradas nos dedos embebidos de licores, cada sulco de tempo é misturado naqueles que perante a fonte sabem escutar, entranhar as gotas do fluxo, visões alucinantes dos Seres inquietantes com o transbordo da leveza.
A pontiaguda inocência é a Alma rasgada, ouçam.







7 Pés Nus:
A última frase é uma pérola; volta e meia tens uns lampejos de genialidade!
;)*
Um texto poético rico de sensibilidade!
Sinestesias se mesclam nas fragrâncias das palavras que apelam ao Outono!
As fotografias, não 'transparecem' vento, mas são belas mensagens de tempos que atravessamos.
Sensibilizada pelo olhar em 'fragmentos'!
Uma sensível escrita e particular a tua...Um conjunto de letras fortes e reais.
O que continuo a apreciar na tua escrita é a originalidade do sentir, (ser).
Parabéns sinceros!
Bjo
Fatima
lindissimo:)
As folhas que se abrem por misturas ferventes e nós a pensar que na natureza tudo se dá gratuitamente. Esse texto belo e forte desfaz essa ilusão.
Parabéns, amigo!!!
As imagens são um Poema à parte...
Belíssimas imagens acompanhadas de profundos textos!
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