Wednesday, August 18, 2010

Crónicas duma viagem VIII

A paisagem recria o seu manto no relevo das pétalas e das águas. Cada pedaço da ponte é um encontro com os mistérios escondidos, forças que unem o tempo do fluxo dos infernos e dos céus. Enlaçados na ligação, as torres acompanham os toques, dançam em silhuetas de chamas. Há cores espalhadas nos recantos, notas fugidias, socalcos de fogo ardente. Até aprisionado na corrente os mortos gritam de dor pelo renascimento. Os Homens acompanham as viagens, uns entranham com tal profundidade que ecoam estátuas de gentileza no estado meigo do coração, a dança da roda.

Ponte Carlos - Praga

4 comments:

Blood Tears said...

Pontes eternas, no renascer das notas que ecoam no infinito....

Blood Kisses

Susn F. said...

Descrição plena de poesia. Um prazer de ler.

Miosotis said...

... pontes de passagem de seres e sonoridades que se entrelaçam em aromas e paisagens intimistas!

DarkViolet said...

Blood Tears:

As pontes unem sempre as pessoas e com elas sabem a dança da loucura


Susn F.:

A poesia é o interior do Ser que desbota danças. O prazer é a união dos sentidos da absorção


Miosotis:

Captar o vaguear das intinidades é um secreto bem guardado no baú da Alma. As pontes ajudam nessa tarefa