Thursday, June 17, 2010

Crónicas duma viagem III


Rio Sena - Paris
Resta esperar o silêncio acolhedor da noite enquanto os fantasmas se desfazem em transparências e se encaminham para o leito do seu devaneio. A escuridão encaminha o cego para o Altar por entre labirintos que se tornam difíceis de desmembrar ao olhar, enquanto as correntes embriagadas se juntam no fogo das encruzilhadas, a catapultar os filamentos, a elaborar sopros e mais sopros vindos do cálice.
Nos ardores despidos consegue-se interiorizar a nudez e Ela está sempre presente para construir o espaço mágico. Ela destila fragmentos de gemidos para ocupar o seu trono, na majestosa Catedral. Gárgulas a cavalgar, vestir a profundeza de florestas embalsamadas no manto da cerimónia.

Catedral de Notre Dame - Paris

4 comments:

Olhar Meu said...

Como Paris é LINDA...Beijo

Fatima

Miosotis said...

... sempre fazendo em jogo de palavras, doces rendilhados de catedrais que poderiam soar a Debussy!

Voltaste mais 'revigorado' da viagem dos PPP :)
Muito bom!

Lúcia Machado said...

Cidade bonita, já visitei alguns desses lugares... é um absorver de culturas/de agora e outros tempos...

:-)

DarkViolet said...

Olhar Meu:

Com Lua cheia, de madrugada, junto de Notre Dame, ganah uma magia indescritível


Miosotis:

E não tive tempo de ir a Passy... O fluxo de energia depois duma viagem é a corrente revigorada


Lúcia Machado:

São fragmentos íntimos para serem absorvidos. A cidade em si tem encantos profundos