Saturday, November 24, 2007

Pulsar da Lua

A poeira envolve ondas infinitas
Com navalhas afiadas.
Cortam o minucioso compasso
Do badalar do segundo.
Espremem do cálice o sabor
Das tentações.

Costuras de veludo ou porcelanas rendilhadas...

Pulsar a noite...
Inundar o bailar...
Estremecer incerto...
Tingir a Alma...
Silhuetas de mãos...

Rasuras limadas ou painéis espelhados...

Reunir o suspiro da Lua
Em torno do Amor...
Baralhar notas feitas de gotas de licor
No retorno do odor...
Mergulhar... Afundar... Dar...


8 comments:

Miosotis said...

Um pulsar da Lua muito terno!

As duas últimas noites estiveram divinais! Uma lua cheia, clara, pura, transparente, bela!

Sensibilizada pelo teu olhar sensível em 'fragmentos'!

Um beijo de luar

Sérgio O. Marques said...

Viva
Ao tempo que não te vejo eh eh
Tens uns poemas um pouco abstractos, mas já tenho reparado que é habitual encontrar desse tipo de literatura por aí. Vê se escreves um poema no estilo clássico ou então escreve um artigo de física das partículas (humor objectivo).
Porta-te bem e continua a escrever.

Sérgio

DarkViolet said...

Sérgio O. Marques:

Vivo ou morto cá estámos :D
É tudo em código das trevas para não deixar os mortais descobrirem certos segredos pecaminosos :D
As duas sugestões são aceitáveis. Não deixa de ser verdade que o teu humor está num abismo profundo para ser mutilado :P
Vejo que os teus poemas tem mais objectividade. Os heterónimos de Pessoa ajudam para esse bom desenvolvimento:)
Irei passar por lá com mais atenção...

DarkViolet said...

Miosotis:

É um facto...As últimas Luas tem estado nublado, apesar de ter tb a sua beleza.
Que a Lua te dê ainda mais força;)

un dress said...

das luas e dos licores...





perfeito!:)

DarkViolet said...

un dress:

As luas que dedilham outras Luas

Nanny said...

"Baralhar notas feitas de gotas de licor"

Adorei!!!!

Um beijo

DarkViolet said...

Nanny:

Cartas que soltam notas. Profundo sentir...